Os principais locais de culto em Jerusalém seguem fechados por tempo indeterminado às vésperas da Semana Santa e da Páscoa, em razão de temores ligados à escalada do conflito envolvendo o Irã.
Fechamentos alcançam cristãos, judeus e muçulmanos
A Igreja do Santo Sepulcro — erguida no século IV, onde a tradição cristã situa a morte e ressurreição de Jesus — suspendeu o acesso após a queda de estilhaços no telhado. Não há previsão de reabertura.
O bloqueio se estende ao Muro das Lamentações, ao Monte do Templo e ao Jardim do Túmulo, outro ponto venerado por parte dos cristãos como local da ressurreição.
Impacto para os fiéis
Residente em Belém, o jornalista cristão Paul Calvert relatou ao Premier Christian News que o Jardim do Túmulo depende fortemente do turismo. “Parece que não haverá celebrações de Páscoa. Mesmo durante a guerra em Gaza houve cultos, mas neste ano tudo indica que não”, afirmou.
Calvert também destacou a incerteza em torno da missa do Sábado Santo, data central para a Páscoa Ortodoxa, quando o ritual do Fogo Sagrado costuma reunir milhares de peregrinos na Igreja do Santo Sepulcro.
Chamados à oração
Em nota, os frades da Custódia da Terra Santa reconheceram não ser possível prever se o templo reabrirá a tempo da Páscoa e conclamaram os fiéis a rezarem “pelo fim da guerra e da violência”.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, cancelou a procissão de Domingo de Ramos e adiou a Missa Crismal, sugerindo momentos de oração em substituição às celebrações públicas. Em carta, pediu que os sacerdotes incentivem a participação dos fiéis no Mistério Pascal, mesmo sem a tradicional reunião nas igrejas.
Riscos na região
Para Paul Calvert, manter os portões fechados é uma medida necessária. Ele citou a queda de destroços em Belém — inclusive no local onde esteve poucas semanas antes — como sinal da “situação muito perigosa e intensa” no território.
Sem definição sobre novas datas ou formatos virtuais para os ritos, a comunidade cristã permanece em expectativa, enquanto líderes religiosos reforçam apelos por orações e por caminhos diplomáticos capazes de restabelecer a paz na região.
Com informações de Folha Gospel