Brasília, 22 jan. 2026 – O advogado e professor de Direito Constitucional André Marsiglia afirmou que a eventual retirada do ministro Dias Toffoli da relatoria do processo envolvendo o Banco Master pode resultar na anulação de provas e no fim das punições aos investigados.
No artigo publicado nesta quinta-feira (22), Marsiglia relata que funcionários de um resort pertencente à família do ministro comentam, nos bastidores, que o próprio Toffoli seria o verdadeiro proprietário do empreendimento. Segundo esses relatos, o local abrigaria ainda um cassino, atividade considerada ilegal no Brasil.
Para o jurista, as decisões tomadas até agora pelo relator estariam “repletas de nulidades” que poderiam ser exploradas pela defesa dos acusados. Ele compara o cenário ao que ocorreu na Operação Lava Jato, em que falhas processuais levaram ao descarte de provas e à revisão de condenações.
Marsiglia sustenta que, se outro ministro assumir o caso ou se o processo retornar à primeira instância, qualquer magistrado “terá de reconhecer as irregularidades”, inviabilizando apreensões de celulares, documentos e demais elementos colhidos. Na visão dele, isso impediria a responsabilização dos envolvidos, oferecendo “uma alternativa light” para os réus: o banco não seria reativado, mas as sanções seriam bloqueadas.
O advogado defende o afastamento imediato de Toffoli, alegando que a permanência do ministro “compromete a condução” da ação. Ele também conclama imprensa e sociedade a acompanhar de perto os desdobramentos, a fim de evitar que se repita, no caso Master, o que classifica como “desmonte” da Lava Jato.
Com informações de Pleno.News