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Relatório do Congresso dos EUA aponta Nigéria como um dos países mais arriscados para cristãos

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Um relatório apresentado nesta semana a comissões da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos classifica a Nigéria como um dos ambientes mais hostis do mundo para cristãos, citando crescimento de ataques letais contra fiéis, líderes religiosos e comunidades inteiras.

Produzido por grupos de trabalho ligados aos comitês de Relações Exteriores, Orçamento e outras frentes da Câmara, o documento reúne dados, depoimentos e análises sobre assassinatos, destruição de vilarejos e deslocamentos forçados registrados no país africano.

Parlamentares cobram resposta norte-americana

O deputado Riley Moore afirmou que o reconhecimento formal da perseguição é “passo essencial” para acionar medidas diplomáticas e políticas em defesa da liberdade religiosa. Brian Mast, presidente do Comitê de Relações Exteriores, declarou que os Estados Unidos “não podem se omitir diante do sofrimento da comunidade cristã nigeriana”.

Tom Cole, que preside o Comitê de Orçamento, destacou a natureza “multifacetada” do material: “Nosso relatório se concentra em proteger vidas, preservar a liberdade religiosa e combater o terrorismo”. O congressista Chris Smith acrescentou que, há quase duas décadas, autoridades nigerianas falham em conter grupos radicais, falta de responsabilização que, segundo ele, incentiva novos ataques.

Reação de Abuja

O ministro da Informação e Orientação Nacional da Nigéria, Mohammed Idris, reagiu dizendo que o governo está comprometido com a segurança de todos os cidadãos. Ele atribuiu a violência a “ameaças complexas”, como terrorismo, crime organizado e tensões comunitárias históricas, negando motivação oficial ou discriminação religiosa.

A visão contrasta com posicionamentos anteriores, como a designação da Nigéria como “País de Preocupação Especial” feita pelo ex-presidente Donald Trump em 2025, citando violações recorrentes à liberdade religiosa.

Apelo internacional

Os autores do relatório esperam que o documento intensifique o debate global sobre perseguição religiosa e estimule ações concretas em defesa dos cristãos nigerianos. Organizações humanitárias e líderes religiosos seguem denunciando a crise.

Com informações de Folha Gospel