Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, completam-se quatro anos da morte da cantora e pastora Ludmila Ferber, que faleceu em 2022, aos 56 anos, vítima de câncer de pulmão. Reconhecida como uma das vozes mais influentes da música cristã contemporânea no Brasil, a artista deixou um legado pautado pela fé e pela perseverança.
Diagnóstico e luta contra o câncer
Ludmila foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2018. Desde então, passou a compartilhar publicamente os desafios do tratamento, alternando relatos sobre dores e fragilidades com demonstrações de esperança. Mesmo diante do prognóstico grave, continuou compondo, ministrando e encorajando pessoas em situação semelhante.
Carreira e sucessos
A trajetória musical começou nos anos 1990, no grupo Koinonya, considerado referência no louvor congregacional brasileiro. Em carreira solo, a cantora lançou mais de 20 álbuns, incluindo “Marcas” (1996) e registros ao vivo como “Unção sem Limites” (2002), “Tempo de Cura” (2004) e “Nunca Pare de Lutar” (2005). Entre os principais sucessos estão “Os Sonhos de Deus”, “Sopra Espírito”, “Ouço Deus me Chamar” e a emblemática “Nunca Pare de Lutar”, que também virou livro em 2013.
Ao longo da carreira, Ludmila apresentou programas de TV — Nunca Pare de Lutar (2007-2010, Rede Super) e Cozinhando com a Pastora Ludmila Ferber (2012, Você Adora) — e lançou o projeto infantil Meu Amigão do Peito em 2005.
Vida pessoal
Nascida no Rio de Janeiro, Ludmila compôs a primeira música aos oito anos e estudou canto, violão e teatro. Chegou a cursar Pedagogia e Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas deixou a faculdade para dedicar-se integralmente à música. Convertida ao cristianismo aos 20 anos, construiu sua trajetória dentro da igreja e se tornou referência como ministra de louvor. Ela deixou três filhas: Daniela Ferber Lino, Ana Lídia Ferber Lino e Vanessa Ferber Lino.
Homenagens
O perfil oficial da cantora no Instagram, mantido pela equipe, publicou mensagem lembrando a data: “Hoje vivemos o marco de 4 anos desde o último dia da nossa querida Pastora Ludmila Ferber na Terra.” A publicação destacou o impacto contínuo da artista e incentivou seguidores a “servir a Deus e transbordar do amor Dele”.
Quatro anos após a partida, a voz e as composições de Ludmila Ferber continuam presentes em igrejas, playlists e cultos pelo país, reafirmando seu papel como símbolo de resistência e esperança na música gospel brasileira.
Com informações de Folha Gospel