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Quase 40% das mulheres da Geração Z rejeitam religião, indica pesquisa nos EUA

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Um levantamento da Barna Research mostra que 38% das mulheres norte-americanas da Geração Z, com idades entre 18 e 24 anos, se identificam como ateias, agnósticas ou sem fé. Entre os homens da mesma faixa etária, o índice é de 32%.

A pesquisa entrevistou 2.000 adolescentes e jovens adultos de 13 a 24 anos nos Estados Unidos durante o verão de 2023. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais.

Práticas religiosas em declínio

As mulheres jovens da Geração Z registraram as menores taxas de participação em atividades religiosas no estudo:

  • 58% oraram na semana anterior (63% entre adolescentes mais novas e mais de 70% entre adolescentes do sexo masculino);
  • 31% leram a Bíblia no período (41% nos demais grupos da Geração Z);
  • 30% frequentaram a igreja nos últimos sete dias, o menor percentual entre todos os recortes analisados.

No total da Geração Z, 73% afirmam acreditar em Deus ou em um poder superior e 47% creem que Jesus é o único caminho para Deus. Entre as mulheres de 18 a 24 anos, esses índices caem significativamente.

Sentimento de pouco apoio

O distanciamento religioso ocorre em meio à percepção de falta de suporte dos adultos:

  • 23% das jovens de 18 a 24 anos sentem apoio dos pais (47% entre adolescentes mais novas);
  • 36% relatam apoio da mãe (74% entre adolescentes mais novas);
  • 32% acreditam que os pais as compreendem;
  • 33% sentem-se valorizadas por adultos mais velhos;
  • 40% concordam que “as pessoas mais velhas não entendem a pressão” enfrentada pela geração.

“Se quisermos ver mudanças nas trajetórias espirituais das mulheres da Geração Z, os relacionamentos são o ponto de partida”, afirmou Daniel Copeland, vice-presidente de pesquisa da Barna.

Mudança na frequência às igrejas

Desde a pandemia de COVID-19, outros estudos da Barna apontam que os homens passaram a superar as mulheres em frequência semanal aos cultos: 43% contra 36%, a maior diferença já registrada pela instituição e inversão de uma tendência histórica em que as mulheres lideravam esse indicador.

Com informações de Folha Gospel