Frequentar a igreja todas as semanas está diretamente relacionado a uma visão mais alinhada aos ensinamentos das Escrituras, aponta pesquisa da Lifeway Research realizada nos Estados Unidos.
O estudo ouviu 3.001 protestantes norte-americanos entre 6 e 15 de janeiro de 2025. A amostra tem margem de erro de 1,9 ponto percentual e nível de confiança de 95 %. Os entrevistados foram divididos em dois grupos: os que comparecem ao culto semanalmente (frequentadores assíduos) e aqueles que vão uma ou duas vezes por mês (frequentadores ocasionais).
Ressurreição de Jesus
Entre os participantes que vão à igreja toda semana, 85 % concordaram fortemente que a ressurreição física de Jesus ocorreu de fato. Entre os que vão com menos frequência, essa convicção caiu para 64 %.
Natureza de Cristo
Quando apresentados à afirmação “Jesus foi um grande mestre, mas não era Deus”, 61 % dos assíduos discordaram fortemente, contra 37 % dos ocasionais.
Casamento e Bíblia
Para 84 % dos frequentadores semanais, o casamento foi criado por Deus como união entre um homem e uma mulher; já entre os esporádicos, o índice ficou em 68 %. Também discordaram fortemente da ideia de que a Bíblia é apenas um conjunto de mitos 64 % dos assíduos, contra 37 % dos ocasionais.
Conduta sexual e aborto
Sobre sexo fora do casamento, 68 % dos presentes semanais classificaram a prática como pecado, ante 42 % dos que vão menos. A respeito do aborto, 61 % dos fiéis que não faltam aos cultos consideram a prática pecaminosa, percentual que cai para 38 % entre os demais.
Identidade de gênero e homossexualidade
Setenta e um por cento dos assíduos discordaram fortemente de que a pessoa possa escolher o gênero independentemente do sexo biológico; entre os ocasionais, 51 %. Já a rejeição à ideia de que as condenações bíblicas ao comportamento homossexual não se aplicam hoje alcançou 67 % no grupo semanal e 41 % no grupo mensal.
O que dizem os pesquisadores
Para o estatístico Daniel Price, da Lifeway Research, a correlação entre menor frequência e posições menos ortodoxas “deveria acender um alerta” nas igrejas, embora apenas aumentar a presença não garanta mudança teológica. O diretor-executivo da entidade, Scott McConnell, afirmou que as maiores discrepâncias aparecem justamente na confiança dada à precisão e à autoridade das Escrituras. Segundo ele, explicar a relevância da Bíblia pode estimular maior participação nos cultos.
Com informações de Folha Gospel