Treze cristãos foram detidos pela polícia da Eritreia em 15 de março, enquanto participavam de um encontro religioso em local não divulgado na capital, Asmara. Segundo a organização Portas Abertas, os fiéis foram conduzidos à 5ª delegacia da cidade.
Entre os presos está um cristão que passou 15 anos no centro de detenção de Mitire e havia sido libertado há menos de um ano, fato que reforça a continuidade das prisões motivadas por fé no país.
Prisões sem processo legal
Histórico de casos semelhantes indica que os detidos raramente enfrentam acusações formais ou julgamento. Nas últimas duas décadas e meia, milhares de cristãos foram encarcerados na Eritreia sem direito a defesa, muitos somente liberados após longos períodos de reclusão.
Repressão religiosa institucionalizada
A perseguição se intensificou em 2002, quando o governo restringiu a prática de diversas expressões religiosas, permitindo apenas algumas tradições oficiais. Reuniões em igrejas domésticas tornaram-se alvo frequente de operações policiais, resultando em prisões e, em alguns casos, maus-tratos aos fiéis.
De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Portas Abertas, a Eritreia ocupa a 5ª posição entre os países que apresentam maior hostilidade contra cristãos.
Famílias e comunidades impactadas
As detenções afetam não só os presos, mas também suas famílias, que permanecem sem informações ou apoio enquanto aguardam notícias sobre eventual libertação. Organizações de apoio destacam a necessidade de assistência espiritual e humanitária aos afetados e apelam por mudanças na política estatal de repressão religiosa.
Até o momento, não há detalhes sobre acusação formal ou previsão de soltura dos 13 cristãos detidos em Asmara.
Com informações de Folha Gospel