O pastor Lino Pasquale, da Igreja Pentecostal Hai Baraka, foi localizado morto na quarta-feira, 25 de fevereiro, seis dias após ter sido sequestrado por homens armados não identificados enquanto pescava em um rio na região de Gondokoro, a cerca de 10 quilômetros de Juba, capital do Sudão do Sul.
Parentes informaram que o líder religioso havia desaparecido na quinta-feira, 19 de fevereiro. Desde então, membros da família e fiéis iniciaram buscas que terminaram com a descoberta do corpo na mesma área onde ocorreu o rapto.
Em nota divulgada na quarta-feira, a liderança da Igreja Pentecostal do Sudão (SPC) classificou o crime como um “ato covarde, hediondo e premeditado” que deixou a comunidade “em choque, de coração partido e em profundo luto”. O Conselho da Área de Juba da denominação cobrou do governo sul-sudanês e dos órgãos de segurança uma investigação “imediata, completa e imparcial”.
“Tais atos são malignos perante Deus e inaceitáveis sob as leis da humanidade e da República do Sudão do Sul. A omissão diante desses crimes pode comprometer paz, justiça e estabilidade em nossa terra”, diz o comunicado.
Na mesma tarde de quarta-feira, familiares e membros da congregação se reuniram no templo de Hai Baraka, a oeste de Juba, para velar e homenagear Pasquale, lembrado como “servo de Deus, pastor fiel e homem dedicado à obra do evangelho”.
Sequência de ataques a líderes religiosos
O assassinato de Lino Pasquale não é caso isolado. Em 14 de janeiro, o reverendo Christopher Maring, dirigente sênior da Igreja Interior da África (AIC), foi morto a tiros por agressores não identificados em sua residência no bairro de Gudele, também em Juba, por volta das 19h30, segundo relato do bispo presidente adjunto da denominação, Martin Mogga.
Diante da repetição de ataques, líderes cristãos da região reiteram pedidos de proteção e aprofundamento das investigações, já que os motivos seguem oficialmente desconhecidos.
Com informações de Folha Gospel