O pastor Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro na “Papudinha” — unidade de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal — para prestar assistência espiritual previamente agendada.
Após o encontro, realizado na terça-feira, 17, Rodovalho afirmou que Bolsonaro demonstrava temor depois de enfrentar, no dia anterior, um pico de pressão arterial e uma crise de soluços enquanto fazia exercícios em sua cela. Segundo o religioso, o ex-chefe do Executivo estava “um pouco mais equilibrado” em relação aos soluços, mas permanecia apreensivo.
Michelle Bolsonaro confirmou que o quadro havia estabilizado e, de acordo com o fisioterapeuta que acompanha o ex-presidente, a fadiga e o cansaço foram consequências diretas dos soluços constantes.
Defesa pede prisão domiciliar
A defesa de Bolsonaro solicitou a prisão domiciliar em caráter humanitário ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em 11 de fevereiro. O pedido se baseia em laudo da perícia médica da Polícia Federal e em dois pareceres do médico Cláudio Birolini, que apontam a necessidade de avaliação neurológica e consideram incompatível o estado de saúde do ex-presidente com o ambiente prisional.
Os advogados argumentam que a Papudinha, localizada no 19º Batalhão da PM, não possui ambulatório próprio e depende de médico em regime de rodízio e de UTI móvel, o que elevaria “injustificavelmente” o risco à vida de Bolsonaro, de 68 anos.
Multimorbidades agravantes
Transferido para a unidade em 15 de janeiro, por determinação de Moraes, o ex-presidente apresenta quadro de multimorbidade grave: hipertensão arterial sistêmica, apneia obstrutiva do sono severa, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
Rodovalho destacou que, diante dessas condições, Bolsonaro “precisa urgentemente de cuidados médicos e emocionais em casa”, reiterando a avaliação da equipe de defesa.
Com informações de Folha Gospel