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Pastor de Tulsa é deportado para o México depois de décadas de ministério nos EUA

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O pastor Wulfrano Portillo, que há anos liderava a Igreja La Hermosa em Tulsa, Oklahoma, foi deportado para o México após ser detido em 10 de março durante uma verificação de rotina com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Oklahoma City.

Segundo a filha, Tania Portillo, o religioso vivia nos Estados Unidos desde os 16 anos e mantinha autorização de trabalho e número do Seguro Social, apesar de estar sob uma ordem de deportação emitida em 2007. A medida judicial foi determinada depois que seus pais foram detidos em consequência de um acidente de trânsito.

Tania relatou que o pai se apresentava às autoridades regularmente enquanto aguardava decisões sobre recursos apresentados pela família. “Ele viveu praticamente toda a vida aqui e, agora, foi enviado a um país que já não conhece”, afirmou à emissora local 2 News Oklahoma.

Após a remoção, Portillo ficou sozinho em uma cidade mexicana onde nunca estivera, sem recursos financeiros e distante de familiares ou contatos imediatos. Pastores no México ofereceram auxílio para hospedagem temporária.

A ausência do líder religioso foi sentida já no primeiro fim de semana após a deportação: cultos na Igreja La Hermosa ocorreram sem o pastor que conduziu a congregação por décadas.

Casos semelhantes

O episódio em Oklahoma se soma a outras deportações recentes de líderes cristãos com longa trajetória nos Estados Unidos. Em abril do ano passado, o pastor Maurilio Ambrocio, então responsável pela Igreja de Santidad Vida Nueva, na Flórida, foi enviado de volta à Guatemala após mais de 20 anos no país.

Naquele período, uma coalizão de organizações cristãs estimou que cerca de 80% dos 10 milhões de imigrantes sem status legal nos EUA são cristãos e, portanto, suscetíveis a deportação. Paralelamente, a Casa Branca pressionava o ICE a efetuar até 3.000 prisões diárias, ritmo que poderia ultrapassar 1 milhão de detenções em um ano.

Com informações de Folha Gospel