Em artigo publicado nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, o hebraísta, teólogo e pastor batista Luiz Sayão contou que, há 40 anos, chegou a considerar os fiéis da Assembleia de Deus “gente inculta, sem teologia e legalista”. O relato faz parte de um texto no qual o autor narra como esse preconceito foi superado depois de participar, ainda jovem, de um culto da denominação.
Sayão explicou que, na época, estudava hebraico na Universidade de São Paulo, falava inglês, aprendia alemão e se julgava preparado teologicamente. Mesmo assim, aceitou o convite para conhecer uma pequena igreja assembleiana de bairro. Segundo ele, o ambiente simples, marcado por homens de terno e mulheres de saias longas e coque, contrastava com sua rotina acadêmica.
O pastor afirmou que a serenidade dos presentes, as orações coletivas e, sobretudo, o cântico do hino 126 da Harpa Cristã foram decisivos para quebrar sua arrogância. Entre os versos mencionados, destacou o trecho “Às alturas santas ninguém voa sem as asas da humilhação”, que, segundo ele, selou a mudança de atitude.
A experiência, relatada quatro décadas depois, levou Sayão a admitir que “não sabia de nada” e a reconhecer o valor da Assembleia de Deus, que, nas palavras do autor, está “em todo lugar, até na lua”.
Luiz Sayão é pastor da Igreja Batista Nações Unidas, linguista e tradutor bíblico.
Com informações de Pleno.News