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Parentes tribais matam casal e filha de 15 anos após conversão ao cristianismo na Índia

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Três membros de uma mesma família cristã foram assassinados por parentes em 25 de janeiro na aldeia de Nialijharan, distrito de Keonjhar, estado de Odisha, leste da Índia. A polícia prendeu três suspeitos, todos da mesma família, que teriam ligado a conversão das vítimas ao cristianismo a doenças ocorridas no grupo familiar.

Quem são as vítimas

As vítimas foram identificadas como Jitendra Soren, 35 anos, sua esposa Malati Soren, 32, e a filha adolescente Sasmita Soren, 15. O casal deixa outros três filhos: Pana Soren, 21, que vive com o marido a cerca de 96 km; Suguda Soren, 18, estudante em Bhubaneswar; e a caçula Rani Soren, 12.

Suspeitos detidos

Foram presos o irmão mais velho de Jitendra, Baidyanath Soren (conhecido como Badiya Soren); o filho dele, Sudam Soren; e o irmão mais novo da vítima, Laxman Soren. O caso foi registrado na delegacia de Ghasipura às 23h30 do mesmo dia, sob o Boletim de Ocorrência nº 31 e enquadrado na Lei Bharatiya Nyaya Sanhita (BNS) de 2023 por homicídio e ato criminoso com intenção comum.

Relato do ataque

Testemunhas informaram que, por volta das 17h, os três suspeitos invadiram a residência portando varas de bambu e um machado. Segundo depoimento de Suguda Soren, Sudam teria degolado Sasmita e, em seguida, Malati, quando ambas tentaram proteger Jitendra. O pai conseguiu fugir, mas foi alcançado e golpeado até a morte.

Motivação apontada

Familiares e líderes cristãos afirmam que o pivô da violência foi a conversão de Jitendra ao cristianismo oito meses antes, após recuperação de uma doença hepática. Parentes tribais teriam associado a cura dele e o adoecimento da filha de Badiya a “bruxaria” ligada às práticas cristãs. Embora existissem desavenças sobre terras, os filhos das vítimas sustentam que o fator religioso foi determinante.

Investigação e pedidos de proteção

Em 9 de fevereiro, Suguda solicitou ao Superintendente de Polícia de Keonjhar que o inquérito seja transferido a uma agência independente, alegando omissão do componente religioso no boletim de ocorrência. No dia seguinte, Rani recorreu à Autoridade Distrital de Serviços Jurídicos para assistência.

Segurança dos sobreviventes

Temendo novos ataques, Suguda e Rani se abrigaram na casa de uma família cristã fora da aldeia. Eles relataram ter recebido mensagens de parentes pedindo que abandonem a fé para retornar, proposta recusada pelos jovens.

Vigília de oração

Líderes cristãos organizaram, em 16 de fevereiro, uma reunião de oração na residência das vítimas, com cerca de 400 participantes e escolta policial.

Com informações de Folha Gospel