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Origem e grafia de “carnaval”: o que a palavra revela sobre a festa

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A etimologia da palavra “carnaval” ajuda a explicar por que a festa é historicamente associada a excessos antes da Quaresma. Segundo texto publicado em 17 de fevereiro de 2026 pela revisora e redatora Verônica Bareicha, o termo nasceu do latim medieval “carnis levare” ou “carne levare”, expressão que significa “retirar a carne” ou “afastar-se da carne”.

Festas pagãs e influência cristã

Na Antiguidade, gregos e romanos já realizavam celebrações dedicadas a Dionísio e Baco, deuses ligados ao vinho. Esses rituais incluíam comida farta, bebida e inversão de papéis sociais. Com o avanço do cristianismo, a prática passou a marcar os dias que antecedem a Quaresma, período de abstinência, reforçando a ideia de “adeus à carne”.

Entrudo no Brasil

No período colonial e imperial brasileiro, os dias de folia eram conhecidos como “entrudo”, palavra derivada do latim “introito”, referência à entrada na Quaresma. Entre as brincadeiras mais comuns, destacavam-se arremessos de bexigas com água — nem sempre limpa — em transeuntes.

Do baile aos desfiles

Com o passar dos séculos, o carnaval se consolidou como a maior festa popular do país, incorporando bailes, desfiles em avenidas e diversas manifestações culturais. Hoje, parte da população aproveita o feriado para viajar ou descansar, enquanto outra parcela participa de retiros religiosos.

Maiúscula ou minúscula?

Tradicionalmente, “carnaval” é substantivo comum e, portanto, grafado com inicial minúscula. O Acordo Ortográfico de 2009, em vigor durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permitiu o uso da inicial maiúscula quando a palavra se refere à festividade de forma específica. Ainda assim, a Academia Brasileira de Letras mantém o registro em caixa baixa para o uso geral, recomendação seguida pelo portal Pleno.News.

Com informações de Pleno.News