Teerã, 13 de março de 2026 – Em sua primeira declaração pública após assumir o posto de líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei anunciou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado como forma de pressão política contra os Estados Unidos e Israel.
O pronunciamento marca um dos episódios mais delicados da geopolítica recente. Localizada entre Irã e Omã, a passagem marítima tem apenas 39 quilômetros em seu ponto mais estreito, mas concentra cerca de 20% do petróleo consumido globalmente e grande parte do gás natural liquefeito (GNL) exportado pelo Golfo.
Diariamente, entre 15 e 20 milhões de barris de petróleo cruzam o estreito, abastecendo principalmente China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Para Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar, a rota é a única saída marítima para suas exportações de energia.
Ao reforçar o bloqueio, Teerã passa a controlar um ponto vital da cadeia de suprimentos mundial, com potencial de impactar preços do petróleo, índices de inflação e estabilidade econômica de diversos países sem recorrer a confronto militar direto.
Especialistas avaliam que uma paralisação prolongada no Estreito de Ormuz pode desencadear um choque energético de grandes proporções, afetando mercados globais e as cadeias logísticas que dependem do fluxo contínuo de petróleo e gás provenientes do Oriente Médio.
Com informações de Pleno.News