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Natal clandestino: cristã norte-coreana descreve celebração secreta em campo de prisioneiros

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Uma ex-detenta norte-coreana, identificada apenas como Hea-Woo, revelou como conseguiu comemorar o Natal dentro de um campo de reeducação na Coreia do Norte, onde a prática do cristianismo é proibida e severamente punida.

Hea-Woo foi capturada após fugir para a China e, ao ser devolvida ao país, acabou enviada a um complexo de trabalhos forçados. No local, o 25 de dezembro não se distinguia de qualquer outro dia: a rotina era marcada por longas jornadas de trabalho e sessões de doutrinação ideológica.

Mesmo sob vigilância rígida, a prisioneira reuniu outras cinco mulheres que também compartilhavam a fé cristã. O grupo se encontrava no banheiro do campo — considerado pelos guardas um ambiente sujo demais para ser frequentado — e, em voz quase inaudível, fazia orações, recitava passagens bíblicas e entoava hinos, entre eles Amazing Grace.

Segundo Hea-Woo, a confirmação de que o Natal se aproximava vinha das leituras diárias de jornais estatais, realizadas pelos guardas durante a doutrinação. Assim que descobria a data, ela combinava o encontro clandestino.

“Ficávamos ao redor da fossa fedorenta e compartilhávamos pedidos de oração. Cantávamos tão baixo que ninguém além de Deus podia ouvir”, contou.

Depois de cumprir a pena, Hea-Woo foi libertada, assim como as demais companheiras de fé. Atualmente, vive na Coreia do Sul e continua a compartilhar sua história em igrejas e organizações cristãs.

Entidades que monitoram a perseguição religiosa utilizam relatos como o dela para lembrar a situação de cristãos mantidos em prisões norte-coreanas e convocar fiéis ao redor do mundo a orar por esses detentos, especialmente no período natalino.

Com informações de Folha Gospel