Uma estudante do ensino fundamental no estado de Washington, Estados Unidos, foi retirada da sala de aula e advertida pelo vice-diretor por entregar folhetos evangelísticos a colegas durante os intervalos. O episódio ocorreu em 18 de fevereiro, segundo o grupo jurídico American Center for Law and Justice (ACLJ), que representa a criança.
De acordo com o ACLJ, o vice-diretor informou à aluna que a distribuição de “materiais religiosos” é proibida dentro da instituição. A menina costuma obter os folhetos da Sociedade de Folhetos Evangélicos e, antes de entregar cada exemplar, pergunta aos colegas se concordam em receber.
Em carta extrajudicial datada de 20 de março, o ACLJ relatou que a aluna questionou o motivo de outros estudantes poderem expressar suas opiniões enquanto ela estaria impedida de falar sobre sua fé. A vice-diretora respondeu: “Os alunos podem compartilhar opiniões, mas não podem compartilhar crenças religiosas.”
Os advogados Nathan Moelker e Christina Compagnone afirmam que a escola permite manifestações políticas em horário de aula, mas veta a distribuição de conteúdo religioso, prática que, segundo eles, viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O ACLJ ressalta que a Suprema Corte já decidiu que estudantes não perdem direitos constitucionais ao entrar em um campus escolar.
Clube cristão barrado
A estudante também solicitou autorização para criar um clube cristão, mas foi informada de que seria necessário um professor responsável. Para o ACLJ, essa exigência distorce a legislação que rege organizações estudantis, pois outras associações funcionariam sem o mesmo requisito.
Incidente repetido
Não é a primeira vez que a aluna enfrenta restrições. Em 2019, quando cursava o segundo ano em outra escola do mesmo distrito, funcionários revistaram mochilas de alunos para confiscar folhetos cristãos. Na ocasião, um acordo formal mediado pelo ACLJ garantiu que a menina poderia continuar distribuindo o material.
O ACLJ alega que o colégio quebrou esse acordo e exige, por escrito, a garantia de que a aluna poderá entregar folhetos religiosos nos intervalos, sem interferência, e criar um clube cristão em igualdade de condições com os demais grupos estudantis.
Com informações de Guiame