Durante o culto desta terça-feira (25), em Santa Maria (RS), o ministro Joel Engel Júnior, filho do pastor Joel Engel, apresentou o livro dos Salmos como um “manual de oração” capaz de atender a todas as fases da vida cristã.
Ao público, Engel Júnior afirmou que os 150 cânticos bíblicos funcionam como um “despertador da alma”, pois tratam de guerra e paz, alegria e tristeza, luto e júbilo, gratidão e reclamação. “É a história de gente real vivendo coisas reais”, resumiu.
Observando o estilo de Davi
Para compreender a oração nos Salmos, o pregador orientou a olhar para a forma como o rei Davi se dirigia a Deus. Ele citou a prática judaica de invocar zehut (mérito), que consiste em recordar diante do Senhor atitudes de obediência e fidelidade já demonstradas.
“Davi fazia isso com carinho, como quem se aproxima de um Rei, de um Juiz e de um Pai”, explicou. Engel Júnior reforçou, porém, que essa lembrança não significa cobrar recompensas: “Ninguém tem crédito no banco diante de Deus. Somos totalmente dependentes d’Ele”.
Como os salmistas iniciavam a oração
O pregador leu diversos trechos para mostrar o padrão das súplicas:
- Salmo 18: “Eu te amo, ó Senhor, força minha”.
- Salmo 26: “Tenho andado na minha integridade”.
- Salmo 63: “O meu coração te busca”.
- Salmo 40: “Deleito-me em fazer tua vontade”.
- Salmo 17: “Ando nos teus caminhos”.
- Salmo 7: “Julga-me segundo a integridade que há em mim”.
- Salmo 119: “Quão amorosa é tua lei”.
Segundo Engel Júnior, os salmistas começavam exaltando a Deus e lembrando seus méritos, para depois apresentar os problemas com sinceridade, mas sem agressividade. Ele mencionou exemplos de petições contra inimigos nos Salmos 5, 35, 59, 64 e 140. “Davi sabia pesar as palavras, e isso movia o céu”, declarou.
Orar é servir
Citando o “Pai Nosso”, o ministro lembrou que, em hebraico, a palavra usada para oração também significa serviço. “Uma oração eficaz é pedir aquilo que Deus já quer entregar”, observou. Ele incentivou a comunidade a colocar “tudo na mesa” diante do Criador, com temor e reverência, inclusive assuntos que normalmente seriam compartilhados em conversas informais.
Por fim, Engel Júnior ressaltou que Deus é onisciente e não precisa ser informado, mas o mundo espiritual precisa ouvir cada declaração. “Anjos, demônios, acusadores e toda a criação testemunham o que você diz a Deus”, concluiu.
Com informações de Guiame