O avanço das tensões entre Israel, Irã e Estados Unidos repercute na Jordânia. Morando há mais de dez anos em Amã, o pastor brasileiro Homero Aziz relatou que três foguetes caíram no bairro Marj el-Hamam, um deles a cerca de um quilômetro de sua residência.
“Conseguimos ver o local da janela”, contou o líder evangélico, acrescentando que, embora não haja pânico generalizado, reina uma “vigilância constante” entre as famílias jordanianas.
Sirenes frequentes e horários ajustados
De acordo com Aziz, sirenes têm soado com frequência na capital e empresas passaram a revisar horários de funcionamento. Igrejas também revisam planos de emergência enquanto acompanham de perto as notícias sobre a escalada militar na região.
Comunidade cristã mantém atividades
A congregação liderada pelo pastor reúne, em sua maioria, refugiados do Iraque e da Síria, povos que já vivenciaram outros conflitos no Oriente Médio. Segundo Aziz, mesmo diante da ansiedade, os cultos e ações de assistência continuam.
“Aqui a fé não é teórica; ela é vivida”, afirmou, destacando que a comunidade cristã jordaniana — pequena, porém resiliente — intensificou reuniões de oração e orientou os fiéis a evitarem rumores e o pânico.
Rede de apoio regional
O pastor disse manter contato permanente com líderes cristãos da Síria, Iraque, Líbano e Israel. “Quando a tensão aumenta, começam as mensagens: ‘Vocês estão seguros? As igrejas estão se reunindo?’”, relatou. Para ele, os últimos episódios reforçam a interdependência entre as comunidades cristãs do Oriente Médio.
Enquanto o cenário geopolítico segue incerto, igrejas na Jordânia continuam convocando fiéis à oração e ao cuidado mútuo, preparados para possíveis desdobramentos do conflito regional.
Com informações de Guiame