A ex-médium norte-americana Jenn Nizza declarou que práticas como tarô, astrologia e “manifestação” estão cada vez mais presentes na cultura pop e ganham mais espaço nas redes sociais do que os temas espirituais abordados por muitas igrejas.
Em entrevista ao podcast No Longer Nomads, Nizza contou que seu primeiro contato com o ocultismo ocorreu aos 13 anos, durante uma leitura de cartas em uma festa. A precisão das informações fornecidas pela vidente, pontuou, abriu caminho para anos de envolvimento com práticas espirituais.
“Credibilidade” que prende
Segundo a ex-médium, espíritos observam padrões familiares e geracionais, fornecendo dados “com precisão perturbadora”, o que fortalece a confiança do público. Essa sensação de acerto, disse ela, confere legitimidade às previsões e aprofunda o engano espiritual.
Nizza explicou que muitas profecias funcionam como autorrealização: “Se a vidente diz que o nome do futuro marido começa com ‘M’, a pessoa passa a filtrar suas escolhas até que encontre alguém chamado Michael e julga ser destino”. Para ela, trata-se de manipulação psicológica mascarada de orientação divina.
Ocultismo na rotina digital
A ex-médium afirmou que conteúdos sobre astrologia, compatibilidade amorosa e “energia do universo” são amplamente difundidos por influenciadores. “Isso não está mais escondido; foi normalizado e promovido”, reforçou.
Desafio às igrejas
Questionando por que a cultura fala mais sobre o mundo espiritual do que a própria Igreja, Nizza citou passagens bíblicas que relatam expulsões de demônios por Jesus e pelo apóstolo Paulo, além da exortação de Efésios 6 sobre a “armadura de Deus”.
Alerta aos pais cristãos
Por fim, Jenn Nizza pediu atenção redobrada de pais e responsáveis, já que crianças e adolescentes recebem diariamente mensagens que promovem ideias contrárias ao Evangelho, por meio de frases como “manifeste sua realidade” e “confie no universo”. “Se não ensinarmos discernimento, a cultura continuará a ensinar o engano com muito mais alcance”, concluiu.
Com informações de Guiame