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Ex-evangelista iraniana convoca cristãos a se prepararem para anunciar Jesus no Irã após possível queda do regime

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Washington (EUA) – A ex-líder de igrejas domésticas iranianas Rostampour Keller conclamou a comunidade cristã internacional a se mobilizar em oração e a preparar missionários para atuar no Irã caso o regime islâmico seja derrubado.

Conversão aos 17 anos

Filha de uma família muçulmana, Keller conheceu o Evangelho aos 17 anos, depois de receber um livreto distribuído por uma congregação pentecostal perto de sua casa. Segundo ela, o encontro com a mensagem cristã ocorreu enquanto lia o panfleto sozinha no quarto e levou três horas de choro e oração.

Formação e início do ministério

Após a conversão, a jovem estudou teologia e liderança cristã em uma instituição na Turquia. De volta ao Irã, fundou, ao lado da amiga Marziyeh Amirizadeh, duas igrejas domésticas e iniciou um trabalho de evangelismo em áreas urbanas.

Prisão e condenação em 2009

O ministério chamou a atenção das autoridades. Em 2009, Keller e Amirizadeh foram detidas por agentes da República Islâmica, acusadas de apostasia, blasfêmia, promoção do cristianismo e evangelização. Ambas receberam sentença de morte, mas conseguiram deixar o país e obtiveram asilo nos Estados Unidos.

Expectativa de mudança e pedido de apoio

Em vídeo recente divulgado pela World Prayer Network, Rostampour Keller afirmou acreditar que os atuais ataques de Israel e dos EUA contra o regime podem abrir caminho para uma transformação política e espiritual no Irã.

“Quando o regime cair, precisaremos de cristãos prontos e capacitados para entrar no país e apresentar Jesus ao povo”, declarou. Ela acrescentou que muitos fiéis locais sentem-se “frustrados, deprimidos e abandonados” pela igreja global.

Chamado à oração

Para Keller, além dos conflitos visíveis, há “uma batalha espiritual pelo futuro do Irã”. A ex-evangelista pediu que igrejas ao redor do mundo intercedam pela nação e pelos cristãos que permanecem no país.

“Sinto um peso no coração para incentivar as pessoas a se unirem ao Irã em oração”, concluiu.

Com informações de Guiame