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Envolvimento religioso está ligado a notas mais altas e queda nas desigualdades, revela estudo

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Um relatório divulgado na última semana sugere que a participação em atividades religiosas pode elevar o desempenho de alunos do ensino fundamental e médio nos Estados Unidos e reduzir disparidades educacionais. A conclusão faz parte do documento “Fé na Renovação Educacional: A Religião como Recurso para Transformar Oportunidades de Aprendizagem”, produzido pelo Instituto Wheatley da Universidade Brigham Young (BYU) em parceria com a Iniciativa de Liderança para Fé e Educação de Harvard.

Os pesquisadores Bryant Jensen (BYU) e Irvin L. Scott (Harvard) revisaram diversos levantamentos já realizados sobre o tema. De acordo com o estudo, estudantes que frequentam cultos ou outras atividades religiosas registraram médias de notas superiores às de colegas sem qualquer envolvimento desse tipo.

Impacto maior entre meninos e famílias de renda média-baixa

Os dados indicam que o benefício da religiosidade é mais pronunciado entre alunos de famílias com renda média-baixa. Nessa faixa, a prática religiosa mostrou-se mais eficaz para impulsionar resultados escolares do que entre estudantes de renda mais alta. Já entre alunos de famílias com menos recursos, os efeitos positivos foram menores e apresentaram variações.

O relatório também aponta diferença entre os sexos: a associação entre fé e desempenho é mais forte entre os meninos; entre as meninas, a correlação existe, mas em intensidade reduzida.

Mais anos de estudo e interesse pelo ensino superior

Além das notas, o envolvimento religioso está relacionado a maior permanência na escola e maior propensão a cursar o ensino superior. Segundo os pesquisadores, valores morais, disciplina de estudo, laços sociais e atividades organizacionais oferecidas por comunidades de fé contribuem para esses resultados.

Princípios religiosos tendem a desencorajar comportamentos de risco — como violência, uso de drogas e faltas — e a incentivar habilidades como falar em público, trabalho em equipe e serviço comunitário. Esses fatores, destaca o documento, reduzem indisciplina e aumentam a motivação e a autoconfiança dos estudantes.

Outra vantagem apontada é o estímulo à leitura e à escrita. Participar de estudos bíblicos ou outros encontros religiosos exige a interpretação de textos e o resumo de ideias, competências que se transferem para o ambiente escolar.

Capital social e professores motivados

Os autores afirmam que conexões com adultos e colegas da mesma fé — o chamado capital social — oferecem recursos, informações e sistemas de apoio aos jovens, ampliando oportunidades que não estariam disponíveis fora desse círculo.

Entre os docentes, aqueles que veem o magistério como um “chamado” ligado à fé demonstram maior motivação profissional, aponta o relatório. Para os pesquisadores, parcerias bem estruturadas entre escolas públicas e organizações religiosas podem fortalecer o engajamento dos pais e melhorar resultados de leitura, especialmente em comunidades vulneráveis.

Com informações de Guiame