Home / Notícias / Mundo Cristão / Conselho da Paz proposto por Trump reacende debate profético entre pastores

Conselho da Paz proposto por Trump reacende debate profético entre pastores

ocrente 1769527204
Spread the love

O lançamento do Conselho da Paz (Board of Peace), em 22 de janeiro, pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, abriu espaço para novas discussões sobre possíveis implicações bíblicas da iniciativa. O órgão foi anunciado com a missão imediata de reconstruir a Faixa de Gaza e, num segundo momento, tornar-se mediador de conflitos em escala global, em formato que alguns analistas apontam como alternativa ou até substituição à Organização das Nações Unidas (ONU).

Adesões e ausência de potências ocidentais

Até agora, dezenas de países assinaram o acordo de participação, entre eles Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria e Israel. Nenhuma grande potência ocidental confirmou entrada no Conselho.

Reflexão teológica de Rodrigo Silva

O arqueólogo, professor e pastor Rodrigo Silva publicou nas redes sociais uma análise intitulada “Conselho da Paz: significado profético?” para responder a questionamentos de fiéis. Ele destacou que, embora iniciativas humanas de paz sejam bem-vindas, do ponto de vista bíblico a reconciliação plena só ocorrerá com a intervenção final de Cristo. Citando o profeta Jeremias, Silva lembrou que “o coração humano é enganoso” e defendeu cautela ao classificar qualquer movimento político como cumprimento de profecias.

O pastor apontou ainda que propostas globais de paz não são novidade. “Woodrow Wilson tentou com a Liga das Nações e Franklin Roosevelt com a ONU”, recordou, alertando contra interpretações que atribuem caráter apocalíptico a cada novo acordo internacional.

Lamartine Posella destaca papel da Arábia Saudita

Em vídeo intitulado “O Acordo e Paz do Genro de Donald Trump”, o pastor Lamartine Posella ressaltou a atuação de Jared Kushner — genro de Trump e um dos idealizadores dos Acordos de Abraão — dentro do novo Conselho. Para Posella, a participação da Arábia Saudita, lar das cidades sagradas islâmicas Meca e Medina, sinaliza a possibilidade de um pacto inédito entre islamismo, judaísmo e cristianismo.

Ele ponderou que, segundo a escatologia cristã, “um acordo de paz de sete anos” e a permissão para construir o Terceiro Templo em Jerusalém seriam indicadores de uma “falsa paz”. O pastor mencionou ainda o convite feito ao papa como elemento que, em sua opinião, torna o processo “incomum”.

Cautela diante de interpretações apocalípticas

Rodrigo Silva reforçou que não é possível rotular Trump como figura descrita em Apocalipse 13, mas observou que líderes carismáticos com forte poder político podem reunir características semelhantes às ali mencionadas. Mesmo defendendo vigilância, ele criticou o que chama de “hermenêuticas de jornal”, interpretações que ligam imediatamente fatos políticos a prazos para a segunda vinda de Cristo.

Repercussão nas redes sociais

A publicação de Rodrigo Silva sobre o tema ultrapassou 14 mil curtidas e gerou centenas de comentários, muitos deles aprofundando discussões sobre escatologia e conjuntura internacional. Para o pastor, qualquer proposta de paz que reduza a vigilância espiritual ou ignore o juízo divino “está fadada ao fracasso”.

O debate permanece ativo entre líderes religiosos e fiéis, enquanto o Conselho da Paz segue em formação e busca ampliar o número de integrantes.

Com informações de Guiame