O administrador e escritor Luiz Alexandre Combat, de 37 anos, afirma ter abandonado o ateísmo ao analisar a rara síndrome genética diagnosticada em seu filho primogênito, Gabriel. Segundo ele, o estudo do DNA da criança o levou a crer na existência de um Criador e motivou a publicação do livro “Negacionista é o Ateu”, no qual sustenta que a vida só poderia ter sido concebida por uma inteligência superior.
Sem formação religiosa na infância, Combat adotou o materialismo científico ainda na adolescência. “Eu acreditava que todo o universo se explicava apenas por processos materiais”, relatou em entrevista. Aos 26 anos, diz ter vivido uma experiência espiritual que o fez reconsiderar suas convicções, mas afirma que a virada definitiva ocorreu com o nascimento de Gabriel.
A síndrome CTNNB1 como ponto de inflexão
O menino nasceu com síndrome CTNNB1, condição que provoca atrasos no desenvolvimento neurológico e motor. Para entender a doença, o pai mergulhou em pesquisas sobre a microdeleção genética associada ao quadro. “Ao estudar cada gene perdido, percebi a complexidade do código da vida. Passei a ver Deus no funcionamento do DNA”, disse.
Combat descreve o material genético como “um software avançado” operando dentro das células. Para ele, negar que houve intenção por trás dessa programação equivaleria a rejeitar a própria ciência. “Quando nos deparamos com uma linguagem tão sofisticada, afirmar que tudo surgiu por acaso é desonestidade intelectual”, declarou.
Ciência, fé e propósito
De acordo com o autor, nem o materialismo nem a ciência convencional conseguiam responder ao propósito da existência. Ele começou a orar pedindo sentido para a vida e, diante das necessidades de Gabriel, afirma ter encontrado resposta. “Meu filho foi um resgate de Deus para mim”, afirmou.
No livro, Combat argumenta que o código genético e a “densidade de programação” do genoma são evidências de design inteligente. “A única explicação viável para a existência do DNA é que alguém quis que fosse assim: ‘Haja vida, e foi’”, escreveu.
Hoje, o ex-ateu se define como cristão e diz buscar aplicar diariamente os ensinamentos de Jesus. Ele espera que seus leitores reconheçam o corpo humano como “sagrado” e vejam na biologia uma prova da criação. “Nosso padrão é a plena saúde; fomos feitos à imagem e semelhança de Deus”, concluiu.
Com informações de Guiame