Relatórios de inteligência divulgados em 8 de agosto apontam que o Mossad, serviço secreto externo de Israel, teria concentrado operações na Venezuela para acompanhar a cooperação do governo de Nicolás Maduro com o Irã e o grupo libanês Hezbollah.
Urânio venezuelano rumo a Teerã
Segundo as informações, Caracas estaria enviando urânio extraído de minas ilegais, controladas por militares e por milícias ligadas ao Hezbollah, para abastecer o programa nuclear iraniano. A transferência violaria sanções internacionais e ampliaria temores sobre uma possível militarização atômica no Oriente Médio.
Refúgio para células jihadistas
O território venezuelano também seria utilizado como abrigo para células jihadistas, que treinariam tropas chavistas e integrantes de grupos guerrilheiros, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Além de terrorismo, a rede estaria envolvida em narcotráfico e contrabando de recursos naturais.
Acusações de narcoterrorismo
Desde 2020, os Estados Unidos afirmam ter identificado o envio de urânio venezuelano ao Irã. O Departamento de Justiça norte-americano classifica Maduro como líder do “Cartel de los Soles”, apontado como responsável por remessas de cocaína para os EUA e a Europa. A recompensa por informações que levem à captura do presidente venezuelano foi elevada para US$ 50 milhões.

Imagem: pleno.news
Reação de Caracas e pressão de Washington
Em resposta, Maduro declarou: “Venham atrás de mim!”. O governo dos EUA, sob a gestão Trump, tem intensificado a pressão sobre Caracas. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou que Washington apoia a “restauração da democracia” na Venezuela e afirmou que o líder chavista “não é o presidente legítimo” do país.
Com informações de Pleno.News