São Paulo, – A organização Eastern European Mission (EEM) acredita que a atual escalada de tensão entre Irã, Israel e Estados Unidos pode abrir uma oportunidade sem precedentes para a divulgação do cristianismo em território iraniano, onde a prática da fé enfrenta severas restrições.
Segundo a entidade Portas Abertas, o Irã ocupa a 10ª posição no ranking dos países com maior perseguição a cristãos. A conversão do islamismo é considerada crime e pode resultar em pena de morte, enquanto fiéis de denominações tradicionais relatam tratamento como cidadãos de segunda classe. Igrejas registram batidas policiais frequentes, especialmente em períodos de conflito, quando aumenta a suspeita de alinhamento com inimigos externos.
EEM adianta produção de 90 mil exemplares
Com a possibilidade de mudança de regime no país – cenário estimulado por pressões de Israel e dos Estados Unidos ao longo deste ano – a EEM já imprimiu cerca de 90 000 Bíblias em idiomas iranianos. Entre elas, está a primeira tradução do Novo Testamento para o gilaki, língua falada no norte do país.
“A Bíblia já existe em línguas que muitos iranianos leem, mas, se a oportunidade aparecer, a demanda pode superar tudo o que vimos até agora”, afirmou Dirk Smith, vice-presidente da organização. “Queremos estar prontos para responder na escala que o momento exigir.”
Smith acrescentou que, após gerações de acesso restrito às Escrituras, qualquer brecha de abertura pode ter impacto “extraordinário” na população.
Oração e cautela
Mesmo otimista, a missão reconhece a gravidade da crise. “Nossa primeira resposta deve ser a oração”, disse Bart Rybinski, vice-presidente de Operações Europeias da EEM. Ele pediu intercessão global “pela paz, pela proteção e para que o Senhor aja poderosamente em meio à crise”, enfatizando a necessidade de prontidão caso se confirme uma janela para entrada de material bíblico no país.
Com informações de Folha Gospel