O Mar da Galileia, em Israel, amanheceu com coloração vermelho-vivo no início de agosto, fenômeno que surpreendeu moradores locais e rapidamente ganhou repercussão internacional nas últimas semanas.
Especialistas ouvidos por autoridades israelenses explicaram que o tom incomum foi provocado pela proliferação de uma alga, processo conhecido como maré vermelha. A mudança de cor, embora temporária, motivou debates em grupos científicos e religiosos.
Reações religiosas
Setores ligados à fé cristã interpretaram o episódio como possível sinal profético. Citações ao texto bíblico de Apocalipse 16:4, que menciona rios transformados em sangue antes do juízo final, voltaram a circular em redes sociais e publicações religiosas.
Para líderes cristãos consultados por meios religiosos, a ocorrência em um local marcado por relatos bíblicos serve de “convocação à reflexão espiritual”. Eles ressaltam, porém, que a interpretação espiritual não invalida as razões apresentadas pela ciência.
Entendimento científico
A Autoridade de Parques e Natureza de Israel informou que o evento está associado a condições específicas de temperatura, luminosidade e nutrientes que favorecem a multiplicação da alga. Segundo biólogos, a tonalidade tende a desaparecer quando o equilíbrio ambiental for restabelecido.

Imagem: pleno.news
Apesar de não representar risco imediato para a saúde humana, as marés vermelhas podem afetar a fauna aquática ao reduzir a quantidade de oxigênio na água, alertaram os pesquisadores.
Até o momento, não foram registradas restrições ao turismo ou à pesca no Mar da Galileia, mas órgãos ambientais seguem monitorando a situação.
Com informações de Pleno.News