Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em 3 de outubro de 2025, no Congresso Nacional, em Brasília. O dirigente chegou à sala da comissão com as mãos pintadas de preto, gesto que alguns parlamentares associaram a um suposto símbolo indígena de guerra.
Durante a sessão, senadores e deputados questionaram Lopes sobre suspeitas de descontos indevidos em benefícios previdenciários e sobre o aumento de 610 mil filiados à Conafer em apenas três meses, período que coincidiu com a fase mais aguda da pandemia de Covid-19. Ele alegou não recordar nomes de empresas envolvidas nem valores exatos, comportamento que provocou críticas de membros da comissão.
O Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus que garantiu a Lopes o direito de permanecer em silêncio, mas, mesmo assim, parlamentares decidiram prendê-lo em flagrante por falso testemunho. A detenção ocorreu durante a própria oitiva; o presidente da Conafer foi liberado após pagamento de fiança ainda no mesmo dia.
A CPMI do INSS foi instalada para apurar denúncias de fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas. Relatores apontam que a Conafer teria utilizado convênios com o instituto para efetuar cobranças sem autorização dos beneficiários.
Parlamentares afirmaram que novos requerimentos de informação serão enviados a órgãos de controle para detalhar a movimentação financeira da entidade e esclarecer a origem do crescimento repentino do número de associados.
Com informações de Pleno.News