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Relatório aponta 415 atos de hostilidade contra igrejas nos EUA em 2024

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Um levantamento do Family Research Council (FRC) identificou 415 atos hostis contra igrejas nos Estados Unidos entre janeiro e dezembro de 2024. Os registros abrangem 43 estados e envolveram 383 congregações, segundo o relatório “Hostilidade contra Igrejas nos Estados Unidos”, divulgado nesta segunda-feira (24).

Principais números

• Total de incidentes em 2024: 415 (em 2023 foram 485);

• Período monitorado desde 2018: 1.384 registros;

• Tipos de ocorrência:

  – Vandalismo: 284 casos;

  – Incêndio ou suspeita de incêndio criminoso: 55;

  – Uso ou ameaça com armas de fogo: 28 (12 em 2023);

  – Ameaças de bomba: 14;

  – Outros (agressões físicas, interrupções, etc.): 47.

Casos envolvendo armas de fogo

No condado de Allegheny, Pensilvânia, um homem entrou armado na Igreja Jesus Dwelling Place durante o sermão e apontou a arma para o pastor, sendo contido por um diácono. Na Geórgia, outro indivíduo armado interrompeu cultos em três templos diferentes, filmou as ações e incentivou seguidores a repetir o ato. Em São Francisco (Califórnia), tiros foram disparados contra a porta principal da Igreja Católica de Santo Agostinho, enquanto em Houston (Texas) uma mulher entrou na Igreja Lakewood, de Joel Osteen, feriu duas pessoas e foi morta pela polícia.

Vandalismo, perdas financeiras e incêndios

O vandalismo foi o crime mais frequente. Em Portland (Oregon), a pequena Igreja Batista Bethel, de 25 fiéis, sofreu diversas depredações, inclusive a dispersão de pó químico de extintores dentro do templo. Em Brenham (Texas), 15 janelas recém-restauradas da Primeira Igreja Cristã foram quebradas com pedras e tijolos.

Os prejuízos variaram. Em San Diego (Califórnia), a Primeira Igreja de Cristo calculou US$ 10 mil em danos após o furto de tubos de órgão. Em Tulsa (Oklahoma), a Igreja de Cristo de North Peoria perdeu unidades de ar-condicionado, somando US$ 100 mil em prejuízos.

Dos 55 incêndios e suspeitas de incêndio criminoso, destaca-se o caso em Athens (Tennessee): a Igreja Metodista Episcopal de São Marcos (AME Zion) teve teto e interior destruídos, e a secretária Lina Buchanan foi morta. O suspeito foi preso. Em Jacksonville (Flórida), o templo Believers Joy foi incendiado por uma mulher que já havia recebido auxílio da congregação para problemas de saúde mental.

Ameaças de bomba e agressões

Quatorze igrejas receberam ameaças de bomba, a maioria alarmes falsos. Em Cocoa (Flórida), dois pacotes supostamente explosivos incluíam bilhetes contra “wokismo”, impostos e a guerra na Ucrânia; o autor foi detido. Já em Louisville (Kentucky), um invasor atacou um funcionário da Igreja Batista de Zion com um martelo. Em Hudson (Nova York), um homem mascarado interrompeu a missa na Igreja de Santa Maria e precisou ser contido pelos fiéis.

Relatório aponta 415 atos de hostilidade contra igrejas nos EUA em 2024 - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução via folhagospel.com

Motivações registradas

Incidentes relacionados a pautas pró-aborto caíram de 11 em 2023 para 2 em 2024. Ocorrências classificadas como anti-LGBT diminuíram de 42 para 33, muitas envolvendo furto de bandeiras arco-íris. Casos com temática satânica passaram de 12 para 1.

Distribuição geográfica

Califórnia liderou o ranking com 40 episódios, seguida por Pensilvânia (29), Flórida e Nova York (25 cada), Texas (23) e Tennessee e Ohio (19 cada). Junho concentrou o maior número de ocorrências, sendo 22% ligadas a temas LGBT; setembro, outubro e novembro registraram os menores índices.

Declaração do FRC

Para Tony Perkins, presidente do Family Research Council, os dados indicam ameaças substanciais à liberdade religiosa nos Estados Unidos. Ele defendeu “mais empenho de todas as esferas governamentais na prevenção e punição” desses crimes.

O relatório observa que, embora muitos ataques não tenham motivação claramente anti-cristã, o impacto financeiro, emocional e estrutural nas comunidades de fé é significativo, sobretudo em um contexto de queda na participação religiosa: menos de um terço dos americanos frequenta cultos regularmente, segundo a Gallup.

Com informações de Folha Gospel