O senador Magno Malta (PL-ES) voltou a criticar, nesta quinta-feira, 12 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça por decisões que, segundo ele, estariam impedindo o funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o rombo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Durante reunião da comissão, Malta afirmou que o Parlamento possui instrumentos constitucionais para investigar fatos graves e que esses mecanismos não podem ser “esvaziados” por liminares que liberam convocados de comparecer às oitivas.
“Quando pessoas chamadas a depor deixam de vir amparadas por decisões judiciais, a CPMI perde força e a sociedade perde a verdade”, declarou o senador, frisando que sua manifestação não representa confronto entre Poderes, mas defesa das prerrogativas do Congresso.
INSS no centro das denúncias
A CPMI investiga suposto desvio de recursos que afeta aposentados e pensionistas. Malta lembrou que milhões de brasileiros dependem dos benefícios e disse ser “inadmissível” qualquer obstáculo à apuração.
Acusações de blindagem
O parlamentar mencionou suspeitas envolvendo Frei Chico e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, respectivamente irmão e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também citou o proprietário do Banco Master, apontado em reportagens por relações consideradas suspeitas com ministros do STF.
“Blindagem não pode existir. A CPMI precisa trabalhar”, concluiu Malta, pedindo que o STF permita o avanço das investigações.
Com informações de Pleno.News