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Movimento de Lausanne estabelece diretrizes para uso da inteligência artificial nas missões cristãs

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O Movimento de Lausanne, conhecido por conectar líderes evangélicos em todo o mundo, publicou um relatório que detalha como a inteligência artificial (IA) pode apoiar — e não substituir — o trabalho da Igreja na execução da Grande Comissão.

Produzido pela divisão de pesquisa LIGHT, o documento examina oportunidades e riscos trazidos pela rápida expansão da IA em áreas como comunicação, ensino, cuidado pastoral e tradução bíblica. O texto afirma que a tecnologia “não é salvadora nem ameaça por si só”; seu impacto dependerá de como for discernida, administrada e utilizada pelos cristãos.

Quatro eixos éticos

Para orientar pastores, missionários e teólogos, o relatório propõe uma estrutura em quatro partes:

1. Alinhamento com a Comissão – garantir que todo recurso digital sirva ao cumprimento da Grande Comissão;

2. Alinhamento Relacional – reforçar, e não substituir, vínculos humanos e a comunhão com Deus;

3. Alinhamento de Utilidade e Equidade – promover justiça, sustentabilidade e proteção dos vulneráveis;

4. Alinhamento Moral – exigir transparência, prestação de contas e responsabilidade ética no uso de IA.

Os pesquisadores enfatizam que qualquer aplicação deve refletir os valores bíblicos de justiça, verdade, misericórdia e amor. “Máquinas não podem receber agência moral; cabe a nós responder por cada tecnologia que adotamos”, alerta o texto.

Ferramenta para, não substituta de, evangelistas

Entre as funções mais citadas estão a tradução automática das Escrituras, produção de conteúdos culturalmente adequados e análise de dados para alcançar novos públicos. Mesmo assim, Lausanne ressalta que o testemunho encarnado permanece essencial. “A voz humana continua insubstituível”, diz o relatório ao lembrar que Jesus anunciou o reino em presença física.

O documento ainda aconselha líderes a evitarem tanto o “otimismo ingênuo” quanto o “medo paralisante”. Em vez disso, recomenda engajamento com profundidade teológica e consciência ética, questionando de que maneira a IA pode fortalecer relacionamentos autênticos, promover transparência e acelerar a difusão do evangelho sem deslocar Cristo do centro da mensagem.

Ao concluir, o texto observa que a Igreja já enfrentou outras revoluções tecnológicas e, com oração e discernimento, pode encarar a era digital com esperança. A IA, afirma o relatório, deve sempre ser complementar — nunca substituta — do mensageiro humano capacitado pelo Espírito Santo.

Com informações de Folha Gospel