Durante a mais recente ofensiva de inverno da Rússia contra a Ucrânia, igrejas de várias regiões converteram seus templos em centros de acolhimento para moradores sem aquecimento, luz ou água. O bombardeio, iniciado pouco antes da meia-noite de quinta-feira, incluiu o raro míssil balístico hipersônico Oreshnik, segundo autoridades ucranianas.
De acordo com o governo de Kiev, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas na capital. Explosões prolongadas danificaram prédios residenciais e interromperam o fornecimento de energia em meio às temperaturas negativas.
Corte de energia atinge mais de um milhão
Sergey Rakhuba, presidente da organização cristã Mission Eurasia, relatou que mais de um milhão de ucranianos permaneceram sem eletricidade em algumas áreas, entre elas Zaporizhzhia, sua cidade natal. “Sem energia, não há aquecimento, água nem lugar para cozinhar”, afirmou. Hospitais operam com geradores e crianças enfrentam o frio intenso.
Rakhuba explicou que as igrejas se tornaram “faróis de esperança” durante os blecautes, oferecendo alimento, abrigo aquecido e momentos de oração para a população afetada.
Apoio na linha de frente
No front, os soldados também recebem suporte espiritual. Denis Gorkenov, líder do serviço de capelania militar ucraniano, contou que milhares de exemplares do Evangelho de Marcos foram distribuídos às tropas, junto com oração e palavras de encorajamento antes dos combates.
Segundo Rakhuba, o auxílio espiritual é tão necessário quanto o suporte prático. Ele pediu a cristãos do Reino Unido que continuem orando por coragem, paz e pelo fim do conflito.
Segundo uso do míssil Oreshnik
O ataque representa a segunda utilização conhecida do míssil Oreshnik, testado pela primeira vez em novembro de 2024. O presidente Volodymyr Zelensky informou que infraestrutura próxima a Lviv, perto da fronteira com a Polônia, também foi atingida por mísseis e drones.
As igrejas pretendem manter as portas abertas enquanto durarem os apagões e as temperaturas abaixo de zero.
Com informações de Folha Gospel