O terrorismo religioso perpetrado por facções islâmicas radicais consolidou-se, nas primeiras décadas do século 21, como uma das principais ameaças à liberdade de culto em escala global. Comunidades cristãs que habitam áreas controladas por militantes jihadistas enfrentam assassinatos em massa, conversões forçadas e destruição de templos históricos.
Organizações como Estado Islâmico (ISIS), Boko Haram, Al-Shabaab, Al-Qaeda, Talibã e dezenas de milícias associadas utilizam justificativas religiosas para promover genocídios e limpar territórios de qualquer presença cristã. A ofensiva concentra-se sobretudo no Oriente Médio, no norte da África, no Sahel e em partes da Ásia.
Regiões mais afetadas
— No Iraque e na Síria, comunidades cristãs com cerca de 2 mil anos de história foram quase erradicadas após a ascensão do ISIS.
— Na Nigéria, ações de Boko Haram e de milícias Fulani já provocaram milhares de mortes em aldeias e igrejas.
— Em Sudão, Somália, Paquistão e Afeganistão, praticar o cristianismo pode ser tratado como crime, e possuir uma Bíblia pode resultar em execução sumária.
Números e consequências
— Milhões de cristãos vivem hoje como minorias vulneráveis em zonas sob domínio jihadista.
— O deslocamento forçado tornou-se rotina, impulsionando fluxos inéditos de refugiados.
— A eliminação de falantes do aramaico e de outros idiomas milenares ameaça extinguir importantes patrimônios linguísticos e culturais.
Especialistas ressaltam que a defesa da liberdade religiosa, reconhecida internacionalmente como direito fundamental, depende de ações coordenadas entre governos, organismos de direitos humanos, entidades confessionais e sociedade civil. Embora grave, a perseguição sistemática aos cristãos ainda recebe visibilidade inferior à dedicada a outras minorias em parte da imprensa mundial.
Com informações de Pleno.News