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Governo libera TV 3.0 e emissoras evangélicas projetam cultos interativos na TV aberta

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O decreto que oficializa o padrão de transmissão TV 3.0 (DTV+) no Brasil foi publicado pelo Governo Federal nesta quarta-feira (27), inaugurando uma nova era para a televisão aberta. O formato mantém o sinal gratuito, mas acrescenta resolução em 4K e 8K, áudio imersivo e recursos de interatividade em tempo real.

Entre veículos de comunicação ligados a igrejas, a expectativa é usar as novidades para aproximar os fiéis. Gilton Medeiros, vice-presidente da Associação Brasileira de Mídias Evangélicas (ABME), avalia que a tecnologia “abre caminhos para transmissões mais interativas, onde o fiel não será apenas espectador, mas participante ativo do culto e dos programas”.

Novas possibilidades de participação

Com o novo padrão, o telespectador poderá votar em enquetes, escolher ângulos de câmera e até adquirir produtos durante a exibição. Para Medeiros, igrejas que adotarem essas funções podem “tornar a experiência televisiva mais próxima da vivência presencial”.

Em nota, a ABME ressaltou que a mudança exige preparação técnica e estratégica, mas pode fortalecer a presença da mensagem evangélica na TV aberta por meio de cultos imersivos, votações em tempo real e conteúdos personalizados.

Continuidade histórica na evangelização

Antônio Tostes, presidente da Rede Novo Tempo, comparou o avanço à chegada do rádio e da internet. “O telespectador poderá escolher câmeras, ângulos e participar do que está assistindo. Isso fideliza e engaja”, disse, destacando a possibilidade de oferecer estudos bíblicos em tempo real.

Para Tito Rocha, gerente de negócios da emissora, o salto tecnológico “permitirá entregar a mensagem do Evangelho com muito mais impacto”, tornando a programação mais relevante para o público.

Desafios e foco na missão

Embora otimista, Medeiros alerta que a adoção da TV 3.0 deve manter a missão evangelística no centro. “A tecnologia não pode ser vista apenas como inovação, mas como ferramenta a serviço da evangelização”, frisou.

Com o decreto já em vigor, emissoras religiosas começam a planejar a transição. A expectativa é que, além de exibir cultos em alta definição, as novas funcionalidades sirvam como instrumento para ampliar o alcance da fé cristã em todo o país.

Com informações de Folha Gospel