O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, declarou ter solicitado ajuda do governo federal para enfrentar o crime organizado no estado, mas afirmou que o pedido foi rejeitado. A declaração foi feita após uma onda de violência que, segundo ele, resultou em 128 mortes na terça-feira, 28 de outubro.
De acordo com Castro, a negativa ocorreu mesmo diante do aumento da atuação de facções ligadas ao tráfico de drogas em várias regiões fluminenses. O governador considerou a data “uma das maiores demonstrações de violência do crime organizado” no país.
O episódio motivou críticas do deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), que pediu ações “céleres e drásticas” da União para, nas palavras dele, “isolar o crime organizado” e impedir seu reagrupamento. Feliciano lamentou as mortes de policiais e civis, incluindo vítimas de balas perdidas, e manifestou preocupação com a dificuldade de separar moradores de bem de integrantes de facções.
“Se não conseguirmos isolar os bons dos maus, sempre estaremos sujeitos a quem demonstra mais força”, afirmou o parlamentar, que também é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se pronunciou publicamente sobre o pedido de reforço feito pelo governo fluminense.
Com informações de Pleno.News