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Gigantes de tecnologia são incluídas em lista que expõe falhas no combate à exploração sexual on-line

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O National Center on Sexual Exploitation (NCOSE) divulgou a nova edição da Dirty Dozen List, relação anual que aponta empresas e instituições acusadas de adotar medidas insuficientes para coibir a exploração sexual na internet. A entidade afirma que o objetivo é chamar a atenção do público e pressionar as companhias a reforçar políticas de proteção, sobretudo para crianças e adolescentes.

Big techs sob crítica

A Meta, responsável por Facebook e Instagram, é cobrada por lacunas na moderação de conteúdo e pela dificuldade de proteger usuários menores de idade. A Apple é questionada pela presença de aplicativos com material sensível na App Store e por barreiras consideradas fracas para impedir o acesso de jovens a conteúdo impróprio. Já a Google aparece por permitir que suas ferramentas facilitem o acesso a material explícito, segundo o relatório.

Plataformas digitais na mira

O documento também menciona Microsoft e Amazon: a primeira por possíveis usos indevidos de serviços de armazenamento e a segunda pela venda e distribuição de itens considerados problemáticos. A rede Twitter (X) é acusada de manter políticas permissivas para conteúdo adulto, enquanto o TikTok é criticado pela exposição de jovens a vídeos sensíveis e pela dificuldade de moderação em grande escala.

Ambientes de comunidade e anonimato

Plataformas como Discord e Reddit foram listadas por desafios no monitoramento de grupos privados onde material inadequado pode circular. O aplicativo Snapchat foi citado pelas mensagens temporárias, que tornam o rastreamento mais complexo e elevam o risco para usuários jovens.

Conteúdo adulto e infraestrutura

A OnlyFans aparece na lista por alojar conteúdo adulto e pela suposta fragilidade nos mecanismos de verificação de idade. No campo da infraestrutura, a Verisign, gestora de parte do sistema de domínios da internet, é acusada de não agir com rigor contra sites vinculados a material ilegal. Já a empresa de pagamentos Visa é cobrada por adotar controles mais severos para impedir transações ligadas a conteúdo prejudicial.

Recomendações do relatório

O NCOSE ressalta que a inclusão das empresas não implica envolvimento direto em crimes, mas evidencia falhas que podem facilitar abusos. A organização recomenda:

  • aprimorar a moderação de conteúdo;
  • divulgar políticas de maneira mais transparente;
  • fortalecer mecanismos de proteção a menores;
  • cooperar ativamente com autoridades competentes.

Com bilhões de usuários conectados, o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais segue mobilizando governos, especialistas e entidades civis em todo o mundo.

Com informações de Folha Gospel