Ankara – Fragmentos de cerâmica encontrados na formação geológica Durupinar, no leste da Turquia, voltaram a alimentar rumores sobre a localização da Arca de Noé, mas pesquisadores locais pedem prudência. O geógrafo Faruk Kaya, vice-reitor da Universidade Ağrı İbrahim Çeçen, afirmou que as peças são indícios de atividade humana antiga, porém não constituem prova de que o local esteja ligado ao relato bíblico.
Segundo Kaya, a descoberta, divulgada por veículos internacionais como Daily Mail, New York Post, Metro e GB News, é apenas preliminar. “Nos estudos realizados até agora, não encontramos evidência arqueológica satisfatória”, declarou.
A formação Durupinar, que lembra o formato de um navio, fica na vila de Telçeker, distrito de Doğubayazıt, próxima ao Monte Ararat. Identificada em 1959, a estrutura tem sido associada por alguns pesquisadores ao suposto ponto de repouso da Arca após o dilúvio descrito no Gênesis.
Achados indicam presença humana desde o Período Calcolítico
O geógrafo explicou que os fragmentos de cerâmica foram localizados em cortes de estrada próximos à formação. A análise inicial sugere uso da área desde o Período Calcolítico (cerca de 5500–3000 a.C.). “Essa datação aponta para ocupação humana, mas não confirma a existência da Arca”, reforçou.
Kaya lembrou que diferentes equipes já realizaram levantamentos no sítio e outras pesquisas estão em andamento. Algumas hipóteses consideram a possibilidade de uma estrutura semelhante a um navio soterrada no local, hipótese que carece de comprovação.
“Para identificar a formação como a Arca de Noé citada na Bíblia, precisamos de documentação obtida por métodos científicos e arqueológicos rigorosos”, disse. Até o momento, concluiu, nenhuma evidência definitiva foi encontrada.
Com informações de Folha Gospel