Robert Morris, fundador da Gateway Church, deixou a cadeia do Condado de Osage, em Oklahoma, às 0h11 (horário de verão central dos EUA) desta terça-feira, 31 de março, depois de cumprir seis meses de prisão por abuso sexual de menor.
O ex-pastor, de 64 anos, foi condenado em outubro do ano passado a meio ano de detenção, mais 10 anos de pena suspensa, por ter abusado de Cindy Clemishire quando ela tinha 12 anos, em 1982. Além de permanecer sob registro de agressor sexual, ele terá de pagar US$ 270 mil em restituição à vítima.
Histórico do caso
Morris foi denunciado em março de 2025 por um júri de vários condados de Oklahoma sob cinco acusações de atos libidinosos ou indecentes contra criança. Segundo os autos, o abuso começou em 25 de dezembro de 1982 e se estendeu por cerca de quatro anos e meio, período em que Morris atuava como evangelista itinerante.
O líder religioso assumiu a culpa em audiência realizada em 2 de outubro de 2025. À época, o advogado Bill Mateja declarou que o réu aceitava “responsabilidade plena” pelos crimes cometidos nos anos 1980.
Ação de difamação ainda em curso
Mesmo em liberdade, Morris continua respondendo a um processo de difamação movido por Cindy Clemishire e seu pai, Jerry Lee Clemishire. Eles pedem mais de US$ 1 milhão, alegando que o pastor e dirigentes da Gateway Church apresentaram publicamente o abuso como um “relacionamento consensual” entre Morris e “uma moça”, e não como agressão sexual infantil.
A ação está suspensa enquanto o Tribunal de Apelações analisa um mandado de segurança solicitado pela igreja e por três anciãos independentes — John D. Tra Willbanks, Kenneth W. Fambro II e Dane Minor — em 14 de novembro. O pedido contesta decisões da juíza Emily Tobolowsky, do Condado de Dallas, que havia negado a tentativa de extinguir o processo com base na doutrina da abstenção eclesiástica e autorizado produção limitada de provas.
Em nota, o advogado da Gateway, Ron Breaux, afirmou que a atual liderança “não tinha conhecimento do comportamento criminoso” de Morris e que suas ações “são protegidas pela Primeira Emenda contra questionamentos seculares”.
Até o fim do julgamento civil, não há previsão de novos compromissos judiciais para Morris.
Com informações de Folha Gospel