A mobilização da maior força naval norte-americana já destacada para o Golfo Pérsico, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, desencadeou novo debate em Washington e Teerã sobre a possibilidade de uma ação militar contra o Irã. O cientista político Lawrence Maximus, contudo, avalia que a operação tem caráter principalmente dissuasório.
Em artigo publicado nesta terça-feira (28.jan.2026), Maximus sustenta que a estratégia do ex-presidente Donald Trump prioriza a “ameaça crível” de força para pressionar o regime iraniano a retomar negociações sobre seu programa nuclear, tornando desnecessária uma invasão.
Pressão sobre Teerã
Segundo o analista, a presença da frota “colossal” serve de alerta de que os Estados Unidos estão dispostos a agir caso o Irã não aceite um acordo que impeça a obtenção da bomba atômica. Maximus argumenta que administrações anteriores, de Barack Obama e Joe Biden, permitiram avanços secretos do programa nuclear iraniano, enquanto a abordagem trumpista elimina “ambiguidades”.
Resposta iraniana
Autoridades de Teerã reagiram com ameaças de retaliação “como nunca antes”, resposta classificada por Maximus como sinal de “pânico estratégico”. Para ele, ditaduras recorrem a linguagem belicista quando percebem enfraquecimento de sua posição militar.
Impacto regional
O artigo também aponta que a postura firme de Trump reforça aliados como Israel e Arábia Saudita, restaurando um equilíbrio de poder que, na visão do autor, teria sido corroído por anos de diplomacia democrata.
Histórico de contenção
Maximus recorda ações anteriores de Trump, como a morte do general Qassem Soleimani em 2020 e a pressão que levou a Coreia do Norte a suspender testes nucleares, para argumentar que o ex-presidente não busca “guerras desnecessárias”, mas sim utiliza demonstrações de força para negociar.
Para o cientista político, a armada posicionada no Golfo oferece ao Irã duas opções: aceitar um acordo nuclear com verificação rigorosa ou enfrentar “consequências militares devastadoras”.
Com informações de Pleno.News