Ibrahim Hassan, 65 anos, crescido em família muçulmana e dedicado ao estudo do Alcorão desde a infância, conta que trocou o objetivo de se tornar líder islâmico pela vocação pastoral após abraçar o cristianismo ainda adolescente. Hoje, ele dirige um ministério que auxilia ex-muçulmanos perseguidos no Chade, país marcado por hostilidade à fé cristã.
Segundo Hassan, a virada começou quando, após a separação dos pais, ele se mudou para outra aldeia para prosseguir os estudos islâmicos. Sem moradia, aceitou hospedagem numa missão cristã que exigia participação diária em cultos de 20 minutos antes das aulas. A exposição contínua ao Evangelho gerou dúvidas sobre o Islã e despertou interesse pela Bíblia.
Aos 14 anos, durante um estudo sobre o chamado de Deus a Samuel, Hassan decidiu “entregar a vida a Jesus”, descrevendo sensação de “coração em chamas”. O então estudante concluiu que a salvação, segundo o cristianismo, dependia da fé e não de obras, em contraste com o que aprendera na religião anterior.
A conversão trouxe consequências imediatas. O novo cristão passou a ser insultado como “perverso” e chegou a ser cuspido nas ruas. Ele afirma ter respondido com atitudes de amor, o que aos poucos amenizou a hostilidade e lhe rendeu amizades.
Quase cinco décadas depois, casado e pai de nove filhos, Hassan lidera um trabalho voltado a ex-muçulmanos. O ministério oferece abrigo, alimento e ensino bíblico a convertidos que muitas vezes perdem bens, posição social e laços familiares. O pastor relata que, além de testemunhos pessoais de cristãos, sonhos com Jesus têm levado muçulmanos a procurar igrejas — caso de um professor islâmico que viajou quilômetros até se batizar.
Hassan pede orações para que a fé dos cristãos perseguidos seja fortalecida, por milagres que mostrem “a verdade aos muçulmanos” e por recursos para construir centros de acolhimento e formação bíblica no Chade, considerado um dos países mais desafiadores para quem abandona o Islã.
Com informações de Folha Gospel