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Evangélicos têm maior índice de casamento civil e religioso, indica Censo 2022

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Brasília, 6 dez. 2023 — Dados do Censo 2022 divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os fiéis evangélicos lideram os casamentos formais no país, tanto no modelo que une cerimônia civil e religiosa quanto nas uniões oficializadas apenas em cartório.

Segundo o levantamento, 40,9% dos evangélicos vivem em casamentos que combinam registro civil e cerimônia religiosa, o maior percentual entre todos os grupos de fé. O segmento também apresenta a maior fatia de casamentos somente civis, com 29,1%. Já as uniões consensuais — quando o casal mora junto sem formalizar a relação — representam 28,7% dos evangélicos.

Comparação com outras religiões

Entre católicos, há equilíbrio: 40% optam pelo casamento civil e religioso, enquanto 40,9% vivem em união consensual. Outros 15,3% ficam apenas com o casamento civil e 3,7% realizam somente a cerimônia religiosa.

Tendência nacional

No conjunto da população, o formato tradicional (civil + religioso) caiu para 37,9% em 2022, o menor índice já registrado — em 2000, esse tipo de união somava 49,4%. No mesmo período, as uniões consensuais passaram de 28,6% para 38,9%, tornando-se o arranjo conjugal mais frequente no Brasil.

O Censo indica ainda que 51,3% dos brasileiros viviam em alguma união conjugal no ano passado, ante 50,1% em 2010. Outros 18,6% estavam separados, divorciados ou viúvos, e 30,1% nunca tinham convivido com parceiro ou parceira, a menor proporção da série histórica.

Idade média e renda influenciam

A idade média da primeira união subiu para 25 anos (26,3 para homens e 23,6 para mulheres), acima dos 24,2 anos registrados em 2000. Homens entre 40 e 49 anos concentram 23,2% das uniões; entre mulheres, o pico ocorre dos 30 aos 39 anos, com 24,6%.

O tipo de casamento varia conforme a renda. Entre quem ganha até meio salário mínimo per capita, 52,1% vivem em união consensual e 24,2% oficializaram civil e religioso. Na faixa de meio a um salário mínimo, 40,1% estão juntos sem papel passado e 35,8% escolheram o formato tradicional. Já entre os que recebem acima de cinco salários mínimos, 54,3% preferem casar no civil e na igreja.

Valor simbólico da cerimônia

Para líderes religiosos, o casamento formal continua carregando forte importância. O pastor Leonino Barbosa Santiago, mestre em Liderança pela Andrews University, afirma que a oficialização garante direitos legais, enquanto a cerimônia na igreja consagra a união diante de Deus. O pastor Lisaneas Moura, da Primeira Igreja Batista do Morumbi (SP), reforça que o compromisso de fidelidade deve ser celebrado primeiro no cartório e depois na igreja.

Com informações de Folha Gospel