Relatório do Ministério dos Direitos Humanos aponta que mais de 70% dos casos de exploração sexual infantil no Brasil ocorrem dentro do ambiente familiar ou em círculos de confiança da criança. Especialistas afirmam que a erotização precoce ajuda a criar condições favoráveis para esses crimes.
Exposição em salas de aula
Denúncias de pais revelam que algumas escolas brasileiras têm incentivado coreografias de funk com conotação adulta durante apresentações culturais. A prática, segundo psicólogos, normaliza o conteúdo sexualizado e expõe menores a riscos de assédio.
Impactos comprovados por pesquisas
A Unicef associa a sexualização infantil a maior vulnerabilidade a abusos, transtornos emocionais e distorções da autoimagem. Já a American Psychological Association (APA) relaciona o fenômeno a sintomas de ansiedade, depressão, baixa autoestima e comportamentos autodestrutivos na adolescência.
Moda e redes sociais
Desde os anos 1990, campanhas publicitárias vestem meninas com maquiagem e roupas adultas. Hoje, o padrão se expandiu para as plataformas digitais, onde influenciadores — inclusive pais — publicam fotos e vídeos de crianças em poses sensuais para atrair engajamento.
O National Center for Missing & Exploited Children (EUA) alerta que esse material é coletado por pedófilos na dark web. No Brasil, a SaferNet recebeu mais de 80 mil denúncias de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes somente em 2024; parte desse material foi publicado pelos próprios responsáveis.
Causas apontadas
Especialistas identificam dois fatores principais que sustentam o ciclo de exposição:

Imagem: pleno.news
- Ignorância — falta de consciência de pais e responsáveis sobre os riscos;
- Negligência — omissão de educadores, autoridades e plataformas digitais diante de denúncias.
Consequências a longo prazo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a exposição sexual precoce compromete o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, podendo afetar a capacidade de estabelecer relações saudáveis na vida adulta.
Profissionais da área da infância defendem ações integradas entre governo, escolas, famílias e empresas de tecnologia para coibir a divulgação de conteúdo sexualizado envolvendo menores.
Com informações de Pleno.News