Familiares, amigos, líderes de igrejas e admiradores de várias partes do mundo se reuniram no fim de semana, em Orlando (Flórida), para celebrar a vida e o ministério do cantor e pastor norte-americano Ron Kenoly, morto em 4 de fevereiro aos 79 anos.
A cerimônia ocorreu na Igreja Judah. Os três filhos do artista conduziram o tributo com relatos pessoais, canções e momentos de oração. Eles lembraram que, apesar de imperfeições humanas, o pai dedicou quatro décadas a ensinar que toda glória pertence a Deus.
Kenoly tornou-se referência mundial em adoração congregacional. Suas músicas foram apresentadas em mais de 120 países e influenciaram uma geração de ministros de louvor. Entre os presentes, o cantor e compositor Micah Stampley descreveu o homenageado como “figura paterna” para muitos músicos. O pianista porto-riquenho Adlan Cruz, que viajou com Kenoly para cerca de 40 nações, destacou seu compromisso em apontar “o verdadeiro propósito da adoração”.
Ganhador do Grammy, o líder de louvor Israel Houghton relatou que se inspirou em Kenoly quando começou a carreira profissional. Já Don Moen, ex-presidente da Integrity Music, afirmou que a parceria entre eles excedeu o palco e se transformou em fraternidade.
Coordenadora de ministérios globais, Grace Knodt classificou Kenoly como “pioneiro” na reformulação do culto moderno. O diretor musical Bruno Miranda, colaborador de longa data, frisou que todas as composições do artista tinham base bíblica.
Trajetória
Nascido em 6 de dezembro de 1944, em Coffeyville, Kansas, Ron Kenoly serviu na Força Aérea dos Estados Unidos antes de ingressar integralmente no ministério cristão. Ganhou destaque no fim dos anos 1980 como ministro de louvor e consolidou seu nome na Jubilee Christian Center, na Califórnia, conduzindo corais e bandas com participação ativa da congregação.
Na década de 1990 obteve reconhecimento internacional com álbuns como Lift Him Up e God Is Able, que se tornaram referência na música cristã contemporânea.
Último registro
Três dias antes de morrer, Kenoly publicou no Instagram uma foto ao lado de amigos e colaboradores, celebrando os 81 anos de vida e 48 de ministério. Na legenda, agradeceu a equipe que o ajudou a alcançar “mais de 123 nações” nas duas últimas décadas.
Segundo o filho Sam Kenoly, o ministro permaneceu fiel à vocação até os momentos finais: cantou novas composições por horas, repousou a cabeça e adormeceu.
O legado de Ron Kenoly segue vivo em igrejas de todo o planeta, que continuam entoando suas canções de exaltação a Jesus.
Com informações de Folha Gospel