Brasília, 26 de fevereiro de 2026 – A fala do jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que chamou evangélicos de “escumalha perigosa”, “lixo” e “imbecis” e defendeu que esse grupo tivesse o direito de voto proibido, gerou reação imediata de entidades religiosas, acadêmicas e parlamentares.
O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) articulou uma carta aberta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) repudiando as declarações. O documento foi subscrito por mais de 70 organizações, entre frentes parlamentares, igrejas, universidades e seções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Na carta, as entidades afirmam que a proposta de retirar o sufrágio de um segmento religioso viola os princípios da igualdade de direitos e do pluralismo político, previstos no artigo 1º, inciso V, da Constituição Federal de 1988. O texto ressalta que o voto no Brasil é direto e universal, não podendo ser condicionado à crença ou descrença de qualquer cidadão.
De acordo com o IBDR, evangélicos representam atualmente cerca de um terço da população brasileira, o que torna a tentativa de excluí-los do processo eleitoral um ataque direto à soberania popular.
As entidades signatárias pedem que o TSE se manifeste oficialmente contra declarações que preguem a restrição de direitos civis por motivo religioso. Para os autores da carta, o silêncio institucional diante de discursos dessa natureza poderia abrir precedente para outras formas de discriminação.
A carta foi protocolada eletronicamente no TSE e também encaminhada ao Ministério Público Federal. Até o momento, não houve posicionamento público do tribunal sobre o caso.
Com informações de Pleno.News