Brasília — A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) tornou públicos os nomes de quatro igrejas e seis líderes religiosos mencionados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A divulgação ocorreu após críticas do pastor Silas Malafaia, que acusou a parlamentar de lançar suspeitas genéricas contra o meio evangélico.
Igrejas com sigilos quebrados
Segundo a senadora, a CPMI aprovou requerimentos de quebra de sigilo para as seguintes instituições:
- Adoração Church
- Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo
- Ministério Deus é Fiel Church
- Igreja Evangélica Campo de Anatote
Líderes religiosos chamados a depor
Documentos da comissão também listam convocações ou convites dirigidos a:
- Cesar Belucci
- André Machado Valadão (convocado e com sigilo solicitado)
- Péricles Albino Gonçalves
- Fabiano Campos Zettel
- André Fernandes
Críticas e resposta
Malafaia afirmou que Damares generalizou acusações “contra toda a Igreja Evangélica” e exigiu que ela apresentasse nomes ou se retratasse. A senadora rebateu dizendo que todas as informações constam de documentos oficiais da CPMI, instalada em 2025, da qual é autora do requerimento e membro titular.
Trabalho da comissão
O colegiado, presidido pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), analisa cerca de 4.800 documentos, identificou 108 empresas suspeitas e realizou 28 reuniões, ouvindo 26 testemunhas — entre elas os ex-ministros Carlos Lupi e Onyx Lorenzoni. Viana pediu a prorrogação dos trabalhos por 60 dias e pretende solicitar ao Supremo Tribunal Federal a suspensão de cerca de dois milhões de contratos de empréstimo consignado sob suspeita.
A CPMI está prevista para encerrar as atividades em março de 2026, mas deve apresentar um balanço preliminar em fevereiro do mesmo ano.
Com informações de Folha Gospel