27 de janeiro de 2026 – O assassinato do cachorro comunitário Orelha, em Santa Catarina, acendeu um sinal de alerta entre psicólogos. De acordo com a especialista Marisa Lobo, atos de violência praticados por crianças ou adolescentes contra animais configuram um dos mais fortes indicadores de distúrbios emocionais e podem anteceder comportamentos violentos na vida adulta.
Principais fatores apontados por especialistas
A psicologia descreve cinco condições que podem levar menores a esse nível de agressividade:
Dessensibilização à dor – exposição contínua à violência física, verbal ou digital diminui a sensibilidade ao sofrimento alheio;
Ausência de empatia – relações familiares frias, pais emocionalmente distantes ou educação baseada apenas em punições dificultam o desenvolvimento da empatia;
Violência ou negligência doméstica – vítimas de agressões tendem a repetir a dinâmica ao escolher alvos mais frágeis;
Influência de grupo – adolescentes podem cometer atos extremos em busca de aceitação social, anulando limites morais individuais;
Transtorno de conduta – agressividade recorrente, ausência de culpa e prazer em ferir indicam a necessidade de intervenção profissional imediata.
Orientações a pais e responsáveis
Marisa Lobo recomenda:
- Observar sinais como prazer em humilhar, agressões sem arrependimento e mentiras frequentes;
- Ensinar empatia por meio de exemplos práticos no dia a dia;
- Não normalizar comportamentos violentos nem relativizar agressões;
- Estabelecer limites claros e coerentes, evitando violência na educação;
- Monitorar o consumo de conteúdos que glamurizam crueldade;
- Buscar ajuda psicológica assim que os primeiros indícios surgirem.
Segundo a especialista, ignorar esses comportamentos na infância ou adolescência “é permitir que a violência amadureça” e se manifeste de forma mais grave no futuro. “Toda criança violenta foi, antes, emocionalmente negligenciada por alguém”, afirma Lobo.
Com informações de Pleno.News