Genebra (Suíça) – O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) convidou cristãos de todas as denominações a se unirem, neste domingo, em uma campanha de oração pelo fim do conflito na Ucrânia.
A mobilização ocorrerá oficialmente em 24 de agosto, data que marca o 34º aniversário da independência ucraniana. Um calendário on-line foi disponibilizado para que igrejas e fiéis se inscrevam, formando uma corrente de intercessão em horários sucessivos.
Temas de intercessão
Além do cessar-fogo, o CMI sugere orações pela proteção dos cristãos em áreas disputadas, pelo trabalho de líderes religiosos que atuam sob perseguição, pela recuperação dos feridos e pelo restabelecimento emocional e espiritual de todos os atingidos pela guerra.
Danos e vítimas
Dados citados pelo CMI apontam que aproximadamente 700 templos foram destruídos ou danificados desde o início da invasão russa. Pelo menos 70 pastores e padres ucranianos teriam sido mortos por tropas russas.
Crianças deportadas
A campanha também inclui orações pelas mais de 19,5 mil crianças que, segundo o governo ucraniano, foram levadas à força para a Rússia ou para territórios ocupados desde fevereiro de 2022. Kiev afirma que esses menores são submetidos à “russificação”, com adoção compulsória, reeducação em campos e concessão obrigatória de cidadania russa — práticas classificadas pela Ucrânia e pelo Tribunal Penal Internacional como crimes de guerra e potencial genocídio, à luz da Convenção da ONU de 1948.

Imagem: Reprodução via folhagospel.com
Apoio do Vaticano
O apelo do CMI ecoa pronunciamento feito no início da semana pelo Papa Leão XIV, que convocou os católicos a transformarem 22 de agosto em um dia de oração e jejum pela paz em Gaza. Na semana passada, o pontífice pediu aos peregrinos que orassem pelo “dom da paz — uma paz desarmada e desarmante” para o mundo, com atenção especial à Ucrânia e ao Oriente Médio.
Com informações de Folha Gospel