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Conselho da Europa aprova resolução que exige banimento de terapias de conversão em todo o continente

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Estrasburgo (França) – A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que reúne representantes de 46 países, aprovou em 30 de janeiro uma resolução que pede a proibição das chamadas “práticas de conversão”, intervenções destinadas a alterar ou suprimir a orientação sexual ou a identidade de gênero de pessoas LGBTQI+.

O texto passou por 71 votos a favor, 21 contra e 2 abstenções. A resolução determina que os Estados membros estabeleçam sanções penais com base em uma definição clara e abrangente dessas práticas e criem mecanismos para monitorar e denunciar casos.

Liderança de Kate Osborne

A iniciativa foi conduzida pela parlamentar britânica Kate Osborne, ativista queer que defende maior estrutura de proteção às minorias sexuais. Segundo ela, pais, professores e profissionais de saúde precisam ser capacitados para reconhecer e relatar tentativas de conversão.

Emendas rejeitadas

Nove propostas de alteração foram recusadas, entre elas uma que defendia “cautela terapêutica” no atendimento a jovens LGBTQI+ e outra que sugeria proibir cirurgias com mudanças sexuais irreversíveis em menores de idade.

Críticas durante o debate

O senador belga Bob De Brabandere argumentou que o texto introduz “uma estrutura ideológica” nos âmbitos educacional, médico e familiar, alertando para o risco de criminalizar pais e médicos que adotem postura cautelosa. O irlandês Rónán Mullen classificou a iniciativa como parte de “um ativismo trans radical” e disse que crianças precisam de apoio, não de “confusão de gênero”.

Apoio de Malta

Em defesa da resolução, a ex-comissária europeia para a Igualdade, Hellena Dalli, destacou a lei maltesa que baniu terapias de conversão em 2016. Para ela, tais práticas “se baseiam na mentira de que a diversidade é um defeito” e só persistem porque Estados permitem.

Além de exigir a criminalização, o Conselho da Europa solicita políticas públicas para proteger pessoas LGBTQI+ e maior cooperação com comunidades religiosas na prevenção dessas práticas.

Com informações de Folha Gospel