São Paulo, 24 de março de 2026 – A revisora e redatora Verônica Bareicha publicou, nesta terça-feira (24), um guia prático sobre o uso da crase quando se mencionam cidades, estados e países em roteiros de viagem. O texto, divulgado no portal Pleno.News às 10h56, retoma a conhecida máxima “se vou a e volto da, crase há; se vou a e volto de, crase pra quê?” e aplica a regra a diferentes tipos de topônimos.
Cidades brasileiras quase nunca exigem crase
Bareicha recorda que a maioria das cidades do país não admite artigo feminino, o que elimina a necessidade do acento grave. Assim, expressões como “vou a São Paulo” permanecem sem a fusão de preposição e artigo. A autora recomenda atenção redobrada caso apareçam elementos qualificativos, pois eles podem introduzir o artigo, como em “vou à Brasília dos excluídos”.
Duas exceções entre os estados
No âmbito estadual, apenas Bahia e Paraíba aceitam artigo feminino, o que justifica frases como “vou à Bahia” ou “volto da Paraíba”. Os demais estados são considerados masculinos ou rejeitam totalmente o artigo, afastando o uso da crase.
Países: artigo define o acento
Quando o destino é internacional, a regra segue o padrão: países femininos que aceitam artigo, como Itália e Argentina, pedem crase (“viajo à Itália”, “saudações à Argentina”). Já países sem artigo, como Portugal e Israel, não levam o acento grave. Há ainda casos flexíveis, como França, que comporta as duas construções: “vou à França” ou “vou a França”.
Dica para lembrar
Para reforçar o aprendizado, Bareicha resgata a rima ensinada por seu antigo professor: “se vou a e volto da, crase há; se vou a e volto de, crase pra quê?”, recomendando a cantiga como ferramenta prática para viajantes e estudantes.
O artigo faz parte da série em que a autora compartilha orientações sobre o idioma, baseada em sua experiência de mais de duas décadas como profissional de texto.
Com informações de Pleno.News