Em artigo publicado às 13h26 de 22 de janeiro de 2026, a psicóloga e articulista Marisa Lobo contestou a repercussão de declarações da senadora Damares Alves que apontaram um suposto envolvimento da Igreja Batista da Lagoinha em fraudes contra o INSS e o Banco Master. A autora acusa a mídia de divulgar as suspeitas antes da apresentação de provas ou conclusão de investigações oficiais.
Segundo Lobo, o caso ganhou destaque sem que órgãos competentes tenham confirmado qualquer irregularidade. Para ela, a convocação de pessoas para depor em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) foi tratada como sinônimo de culpa, o que, em seu entendimento, contraria o devido processo legal.
Alertas sobre generalizações
A colunista afirma que transformar suspeitas isoladas em acusações contra toda uma denominação cristã alimenta “estigmatização, intolerância e perseguição simbólica” contra os evangélicos. Ela classifica a reação pública como um “linchamento moral coletivo” e alega que, mesmo que nenhuma ilegalidade seja comprovada, o dano à imagem da igreja pode ser irreversível.
Cobrança por responsabilidade na cobertura
No texto, Marisa Lobo defende que denúncias sejam apuradas “com rigor”, mas condena a veiculação de acusações “baseadas em suposições” e “antes da investigação”. A articulista sustenta que citar igrejas nominalmente sem provas fortalece discursos de intolerância religiosa e fere princípios democráticos.
A autora encerra afirmando que a exposição precipitada não combate o crime nem promove transparência, mas “criminaliza a fé” e fragiliza a sociedade.
Com informações de Pleno.News