São Paulo, 13 jan. 2026 – A revisora e redatora Verônica Bareicha publicou nesta terça-feira (13) um artigo em que critica erros de português atribuídos à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e defende o hábito de consultar o dicionário antes de se manifestar em público.
No texto, Bareicha relembra episódios em que Janja utilizou termos inexistentes ou inadequados durante eventos oficiais:
- “Faraona” – No carnaval de 2023, Janja sugeriu substituir a palavra “faraó” por “faraona” em razão do empoderamento feminino. Segundo a colunista, o termo não consta nos dicionários de língua portuguesa; em italiano, designa a galinha-d’angola.
- “Cidadões” – Em discurso sobre combate à fome, a primeira-dama conclamou os “cidadões” a se unirem. Bareicha lembra que “cidadões” é o plural aumentativo de “cidade” e que o plural de “cidadão” é “cidadãos”.
- “Atoras” – Durante a COP30, Janja convidou as mulheres a serem “atoras” nas discussões climáticas. A escritora explica que “atora”, nos dicionários, refere-se a pedaços de madeira cortados (toras) e não ao feminino de “ator”, que é “atriz”. A Academia Brasileira de Letras confirmou a informação.
Bareicha relata que o conselho de sempre recorrer ao dicionário veio de seu avô, imigrante lituano que aprendeu português lendo verbetes palavra por palavra. No artigo, ela utiliza a história familiar para reforçar a importância da consulta a obras de referência como forma de evitar “confusões, constrangimentos e vexames públicos”.
No encerramento, a colunista lista plataformas on-line – Houaiss, Aulete Digital, Vocabulário Ortográfico da ABL e Priberam – como opções gratuitas para verificação rápida de significado e grafia.
Com informações de Pleno.News